Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
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Lei de biossegurança, que define CTNBio, ainda não é cumprida

A Comissão foi instituída por lei para ter condições de definir as questões de biossegurança, autorizando os organismos geneticamente modificados (OGMs).

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Redação (07/01/2008) – Com quase quatro anos de existência, a Lei de Biossegurança, que define que a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) deve analisar tecnicamente o pedido para o plantio de produtos transgênicos, ainda não é uma realidade. Em entrevista a este jornal, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse que a lei ainda não está sendo cumprida.

"A CTNBio foi instituída por lei para ter condições de definir as questões de biossegurança, autorizando os organismos geneticamente modificados (OGMs). Mas a comissão tem tido sérias dificuldades para operar por causa das reações de determinados setores da sociedade e do próprio governo, que têm imposto contestações legais e jurídicas com intuito de apenas impedir o seu trabalho", disse o ministro.

Recentemente, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) encaminhou um documento ao Ministério da Ciência e Tecnologia e à Casa Civil – órgãos responsáveis pela CTNBio – em que pede a independência da comissão. Isso porque embora o plantio de três variedades de milho geneticamente modificados tenha sido aprovado pela comissão, o trabalho dos membros terminou o ano sem muitos avanços, principalmente pelo impedimento da Justiça.

"Precisamos que a CTNBio trabalhe de forma isenta, pois, no nosso entendimento, o trabalho da comissão hoje é cheio de ideologias e ações judiciais", disse o superintendente da CNA, Ricardo Cotta. Para ele, os membros da comissão – na maioria cientistas – precisam de mais apoio, sobretudo financeiro, para prosseguirem trabalhando. De acordo com o superintendente da CNA os técnicos recebem menos de R$ 300 para custearem as despesas quando participam das reuniões em Brasília. "O nosso receio é que como as discussões da CTNBio não estão gerando fruto (por conta das ações judiciais), os membros possam ficar desestimulados e desistirem da CTNBio", diz.

O próprio ministro admite que se a comissão não estiver estruturada, com capacidade de decidir, o País terá dificuldades em pesquisas futuras e no aumento de produtividade das lavouras. Ele reconhece ainda o descontentamento de cientistas-membros da comissão. A maioria ameaça abandonar os trabalhos neste ano por causa da intervenção da Justiça nas decisões tomadas por eles. "Temos tido discussões um pouco técnicas e pouco científicas em relação às questões de biotecnologia. As discussões têm sido mais ideológicas ou mesmo não científicas", afirmou. O ministro também fez críticas ao Judiciário, por permitir de forma "inflexível" a aplicação, em qualquer estado, de liminares.

Stephanes criticou a falta de consenso dentro do próprio governo. "Por um lado o governo precisa harmonizar uma posição, porque dentro do próprio governo existem órgãos que são contra e outros a favor dos transgênicos. Por outro, temos que cumprir a Lei (de Biossegurança)", defendeu.

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