Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,81 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,41 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,45 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,97 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,75 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,27 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 156,60 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 157,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,22 / cx
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Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,80 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,34 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,36 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.329,31 / t
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Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 180,12 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 152,51 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 165,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 179,88 / cx

Aumentam focos de ferrugem da soja no MT

Pesquisadores recomendam aplicações preventivas para impedir que a doença se alastre para outras regiões.

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Redação (10/01/2008)- A Associação de Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja) acaba de confirmar a descoberta de mais um foco de ferrugem asiática da soja em lavouras de Mato Grosso. Considerado o grande terror dos sojicultores em todo o mundo, a ferrugem pode ocasionar perdas de até 70% na produtividade da soja.

A amostra foi recebida pelo mini-laboratório do Sindicato Rural de Campos de Júlio (520 Km a Noroeste de Cuiabá) e em seguida enviada para o laboratório credenciado de Tangará da Serra, que confirmou na tarde de terça-feira a presença do fungo na plantação.

Esse é o segundo foco confirmado pelo projeto Antiferrugem implantado pela associação. O primeiro foi encontrado em Sinop (503 Km ao Norte de Cuiabá), no início desta semana.

Na última safra Mato Grosso registrou perdas com a ocorrência da doença nas regiões Leste e Sul do Estado, com destaque para o município de Primavera do Leste (240 Km de Cuiabá), onde muitos produtores tiveram que fazer até quatro aplicações de fungicidas. Este ano, mesmo antecipando-se à ocorrência da ferrugem com aplicações preventivas nas plantações, os focos já começam a aparecer.

De acordo com a maior autoridade em ferrugem asiática do país, o fitopatologista da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), José Tadashi Yorinori, só é possível enfrentar a ferrugem asiática se houver união dos produtores e uma ação efetiva do governo que os possibilitem fazer um melhor controle e monitoramento das lavouras: “Sem estas medidas a agricultura estará fadada ao fracasso, podendo sucumbir à força deste fenômeno chamado ferrugem”, advertiu.

Os pesquisadores recomendam a aplicação preventiva de fungicidas nas lavouras de soja, para evitar o surgimento de focos e a propagação da ferrugem asiática. “Deve-se fazer a aplicação preventiva para evitar problemas maiores, pois a ferrugem, quando ataca as plantações, traz prejuízos e dor de cabeça para os produtores”, afirma o agrônomo Celso Tavares de Almeida.

Para ele, o surgimento de focos é muito preocupante, pois a doença pode se propagar com maior intensidade – daí a necessidade de se fazer o controle imediato, com monitoramento permanente antes do desenvolvimento da doença. “Todos devem ficar de olho para evitar que a doença se instale nas lavouras. Seria um caos para os produtores, que estão se refazendo da crise recente”,, assinalou.

O pesquisador lembra que os produtores devem fazer as aplicações preventivas e realizar a vigilância permanente da lavoura durante a floração, período crítico para o aparecimento da ferrugem. “O produtor não pode esperar pelo surgimento dos focos, sob pena de sofrer prejuízos com o tratamento da lavoura”, alerta.

Clima favorece ferrugem em Mato Grosso
Com o período das chuvas, o clima este mês está bastante favorável ao aparecimento da ferrugem asiática. “Nossa meta é manter a fiscalização permanente para orientar o produtor sobre como proceder. A presença da ferrugem é esperada e pode ser combatida. O que queremos evitar é que se instale por definitivo no Estado”, observa o presidente da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja), Glauber Silveira da Silva.

De acordo com ele, neste momento é importante que o produtor continue com a aplicação preventiva de fungicidas conforme orientação dos técnicos de cada propriedade. “O controle deve ser feito por completo desde a primeira soja plantada (precoce) até à tardia”, aconselha Silveira.

O projeto Antiferrugem foi lançado em dezembro de 2007 com o propósito de auxiliar o produtor na prevenção e combate à ferrugem asiática da soja. Foram montados 17 mini-laboratórios nos Sindicatos Rurais do Estado e até agora 469 amostras de folhas foram analisadas. “Sempre que precisar, o produtor deve procurar os mini-laboratórios da Aprosoja, que contam com profissionais capacitados e dispõem de diagnósticos precisos”, orienta Glauber.

CUSTOS

Além do impacto sanitário sobre o plantio, a ferrugem pode trazer como reflexo o aumento dos custos de produção ao sojicultor. “Hoje, bons fungicidas demandam o investimento de US$ 15 por hectare a cada aplicação. Se um foco aparece, o produtor terá que usar fungicidas curativos, com custos mais altos, e as aplicações deverão ser realizadas, em intervalos menores de tempo, demandando um maior investimento por parte do produtor”, diz o presidente da Aprosoja.

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