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Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 197,23 / cx

Proteção Barata

A utilização do chorume suíno como fertilizante, sendo aplicado por gotejamento e microaspersão, torna-se uma alternativa barata se otimizarmos o uso da água em sistemas agrícolas de recolhimento de dejetos.

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Redação (26/02/2008)- A otimização do uso da água em sistemas agrícolas com base na racionalização para reduzir o impacto ambiental que o chorume suíno tem na natureza foi tema de palestra proferida pelo pesquisador científico da USP, Rinaldo de Oliveira Calheiros. O evento foi promovido ontem (25) pela Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS) e reuniu cerca de 40 pessoas, entre eles, criadores, veterinários, estudantes e representantes de empresas ligadas ao setor.

”Atualmente a questão ambiental é determinante, principalmente se nós observarmos a suinocultura do Estado de São Paulo, que está muito próxima dos grandes centros industriais e até mesmo dos grandes centros habitacionais. Devemos conscientizar o suinocultor a buscar, através dos dejetos, alternativas de energia como para combustível e biofertilizantes”, afirma Valdomiro Ferreira Junior, presidente da APCS. Tendo em vista este propósito, Calheiros apresentou um sistema feito com a utilização de materiais baratos e eficazes para o aproveitamento de dejetos suínos. “Encontrar sustentabilidade social e econômica para o meio ambiente é o objetivo de meu estudo”, diz.

A base do sistema consiste em pequenas lagoas, que apresentam quatro compartimentos: a esterqueira, a lagoa anaeróbica, a lagoa facultativa e a lagoa aeróbica (wetland). Através do uso de registros, hidrômetros e filtros em suas interligações, a água das lagoas são despoluídas para futura utilização. No meio do processo, entre as passagens da lagoa anaeróbica para a facultativa, é extraída a água residuária, que vai ser utilizada como fertilizante (adubo). Segundo Calheiros, a aplicação deve ser feita através dos sistemas de gotejamento e microaspersão, atingindo uma área razoável da terra, obtendo resultados positivos com menor poluição.

Gotejamento – Canos espalhados por uma propriedade, cheio de adaptações chamadas de microaspersão, permitem que o fertilizante “pingue” lentamente e de forma homogênea na terra, evitando sua aplicação de uma só vez. Tal método apresenta mais vantagens quando comparado ao uso de caminhões-pipa ou tanques tratorizados, por exemplo, pois diminui os ricos de poluição de águas superficiais e lençóis freáticos através das chuvas, que podem carrear o fertilizante.

Apesar de frisar o baixo custo, Calheiros não divulgou o real custo do projeto, pois o mesmo está incompleto e precisa de pequenas adaptações. A Empresa Netafim Sistemas e Equipamentos de Irrigação está investindo neste estudo para futura comercialização.

Piscicultura- Os canos que interligam cada lagoa do sistema, registros, hidrômetros e filtros, possuem em sua entrada, “bóias” que funcionam como barreiras, como aquelas usadas no mar quando acontece um vazamento de óleo. Por conseqüência, a última lagoa, a anaeróbica, contém água propícia ao cultivo de peixes. “A Cetesp deve aceitar o sistema, pois nesta lagoa não existe mais a presença de nitrogênio, já eliminado e utilizado. Logo, esta água está rica em nutrientes que servem de complemento na alimentação dos animais”, conclui Calheiros.

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