Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,53 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 154,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 159,94 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 8,36 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,88 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,18 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,47 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,36 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,33 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,95 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,33 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.553,71 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.454,52 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,12 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 161,54 / cx
Destaque Todas Páginas

Proteção Barata

A utilização do chorume suíno como fertilizante, sendo aplicado por gotejamento e microaspersão, torna-se uma alternativa barata se otimizarmos o uso da água em sistemas agrícolas de recolhimento de dejetos.

Compartilhar essa notícia

Redação (26/02/2008)- A otimização do uso da água em sistemas agrícolas com base na racionalização para reduzir o impacto ambiental que o chorume suíno tem na natureza foi tema de palestra proferida pelo pesquisador científico da USP, Rinaldo de Oliveira Calheiros. O evento foi promovido ontem (25) pela Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS) e reuniu cerca de 40 pessoas, entre eles, criadores, veterinários, estudantes e representantes de empresas ligadas ao setor.

”Atualmente a questão ambiental é determinante, principalmente se nós observarmos a suinocultura do Estado de São Paulo, que está muito próxima dos grandes centros industriais e até mesmo dos grandes centros habitacionais. Devemos conscientizar o suinocultor a buscar, através dos dejetos, alternativas de energia como para combustível e biofertilizantes”, afirma Valdomiro Ferreira Junior, presidente da APCS. Tendo em vista este propósito, Calheiros apresentou um sistema feito com a utilização de materiais baratos e eficazes para o aproveitamento de dejetos suínos. “Encontrar sustentabilidade social e econômica para o meio ambiente é o objetivo de meu estudo”, diz.

A base do sistema consiste em pequenas lagoas, que apresentam quatro compartimentos: a esterqueira, a lagoa anaeróbica, a lagoa facultativa e a lagoa aeróbica (wetland). Através do uso de registros, hidrômetros e filtros em suas interligações, a água das lagoas são despoluídas para futura utilização. No meio do processo, entre as passagens da lagoa anaeróbica para a facultativa, é extraída a água residuária, que vai ser utilizada como fertilizante (adubo). Segundo Calheiros, a aplicação deve ser feita através dos sistemas de gotejamento e microaspersão, atingindo uma área razoável da terra, obtendo resultados positivos com menor poluição.

Gotejamento – Canos espalhados por uma propriedade, cheio de adaptações chamadas de microaspersão, permitem que o fertilizante “pingue” lentamente e de forma homogênea na terra, evitando sua aplicação de uma só vez. Tal método apresenta mais vantagens quando comparado ao uso de caminhões-pipa ou tanques tratorizados, por exemplo, pois diminui os ricos de poluição de águas superficiais e lençóis freáticos através das chuvas, que podem carrear o fertilizante.

Apesar de frisar o baixo custo, Calheiros não divulgou o real custo do projeto, pois o mesmo está incompleto e precisa de pequenas adaptações. A Empresa Netafim Sistemas e Equipamentos de Irrigação está investindo neste estudo para futura comercialização.

Piscicultura- Os canos que interligam cada lagoa do sistema, registros, hidrômetros e filtros, possuem em sua entrada, “bóias” que funcionam como barreiras, como aquelas usadas no mar quando acontece um vazamento de óleo. Por conseqüência, a última lagoa, a anaeróbica, contém água propícia ao cultivo de peixes. “A Cetesp deve aceitar o sistema, pois nesta lagoa não existe mais a presença de nitrogênio, já eliminado e utilizado. Logo, esta água está rica em nutrientes que servem de complemento na alimentação dos animais”, conclui Calheiros.

Assuntos Relacionados
APCSsuinos
Mais lidas

Relacionados

SI – edição 331
AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329