Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,62 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,26 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,52 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,94 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,32 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,62 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,81 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,70 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 145,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.532,17 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.419,84 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,83 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Adubação foliar com nutrientes na cultura da soja

Na cultura da soja a produtividade, a eficiência e a lucratividade são aspectos da maior relevância, além de que se deve sempre procurar a sustentabilidade dos processos produtivos.

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Redação (14/03/2008)- Nesse contexto, os fertilizantes, cuja importância é conhecida há décadas, representam um significativo percentual do custo de produção da soja. Segundo dados da Embrapa Agropecuária Oeste, este percentual é da ordem de 20 a 30 % dependendo do nível tecnológico do produtor. Assim como as raízes, as folhas da soja têm a capacidade de absorver os nutrientes depositados na forma de solução em sua superfície.

Para a realização da adubação foliar, existem hoje no mercado inúmeros produtos comerciais contendo macro e micronutrientes, e a sua utilização tem aumentado nos últimos anos. Os resultados experimentais realizados pelas instituições de pesquisa têm mostrado grande variabilidade na resposta da soja à sua aplicação. No entanto, na tentativa de conseguir aumentos na produtividade da soja e por conseqüência, diminuição do custo relativo, tem motivado produtores a utilizar estes produtos.

A soja é uma cultura exigente em termos nutricionais e bastante eficientes em absorver e utilizar os nutrientes contidos no solo, principalmente nitrogênio (N), potássio (K), cálcio (Ca), fósforo (P), magnésio (Mg) e enxofre (S). Os nutrientes exportados em maior quantidade são: N, K, S e P.

O período em que os nutrientes são absorvidos em maior quantidade, corresponde à fase do desenvolvimento da planta em que as exigências nutricionais são maiores. Este período vai de V2 (primeira folha trifoliada completamente desenvolvida) até R5 (início de enchimento de grãos). A velocidade de absorção aumenta durante a floração e início de enchimento dos grãos. Aliado ao aumento da velocidade de absorção, verifica-se também uma alta taxa de translocação na planta ao longo desse período.

Assim como a adubação tradicional via solo tem um objetivo definido e especifico, ou seja, complementar a nutrição da planta em quantidade e qualidade em relação ao que o solo pode fornecer, a adubação foliar também precisa ser definida e utilizada com objetivos específicos e baseada em critérios técnicos/econômicos.

Com relação aos critérios técnicos, a decisão de usar ou não algum nutriente via foliar, deve estar apoiada na análise foliar. Somente após a interpretação desta, será possível decidir pela correção de deficiências ou ainda, constatar toxicidade de nutrientes. Porém estas correções só se viabilizam na próxima safra, considerando que para as análises, a amostragem de folhas é realizada no período da floração plena (estádio R2), no qual coleta-se o terceiro e/ou quarto trifólio com pecíolo, a partir do ápice da planta, período no qual a correção nutricional via foliar não é mais possível.

A Embrapa Agropecuária Oeste testou, na safra 2004/05 e 2005/06 vários adubos aplicados via foliar, tanto na forma de fórmulas completas com vários elementos e/ou aminoácidos, como produtos contendo um único nutriente. Os ensaios foram realizados em Dourados (solo argiloso) e Bataiporã (solo arenoso) e os resultados mostraram equivalência em rendimento de grãos com a testemunha onde não se aplicou os produtos. Entretanto, para o uso de aminoácidos, em alguns casos, o retorno econômico da aplicação dos nutrientes foi positivo, mas evidenciou sua dependência de altas produtividades e preços da soja favoráveis no momento da comercialização.

Resultados de pesquisa obtidos pela Embrapa têm demonstrado respostas significativas apenas para manganês (Mn) cobalto (Co) e molibdênio (Mo), razão pela qual não existe a recomendação para adubação foliar com outros nutrientes. Em condição de carência de manganês ocorre clorose entre as nervuras das folhas mais novas, as quais tornam-se verde-pálido e passam para amarelo-pálido. Áreas necróticas marrons desenvolvem-se nas folhas à medida que a deficiência torna-se mais severa. Neste caso indica-se a aplicação de 350 g.ha-1 de Mn diluídos em 200 litros de água com 0,5% de uréia. Para o Co e Mo sugere-se a aplicação via foliar de 12 a 30 g.ha-1 de Mo e 2 a 3 g.ha-1 de Co, entre os estádios V3 e V5. Deve-se dar preferência para o fornecimento via foliar, uma vez que no tratamento de semente a aplicação de Co e Mo poderá reduzir a sobrevivência do Bradyrhizobium e, consequentemente, a nodulação e a fixação biológica do nitrogênio.

Luiz Alberto Staut – pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Dourados-MS.

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