Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,62 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,26 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,52 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,94 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,32 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,62 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,81 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,70 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 145,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.532,17 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.419,84 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,83 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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União Européia prepara corte de subsídio rural

Com o alto preço dos alimentos nos mercados mundiais e a controvérsia em torno da eficácia ambiental do produto, o subsídio está sendo revisto.

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Redação (14/03/2008)- Uma medida pouco comum na agricultura da União Européia está prestes a acontecer: cortes nos bilionários subsídios. A redução atinge a ajuda concedida às plantações de matérias-primas usadas na fabricação de biocombustíveis. Com o alto preço dos alimentos nos mercados mundiais e a controvérsia em torno da eficácia ambiental do produto, o subsídio está sendo revisto.
O primeiro sinal dessa tendência partiu dos governos da França e da Alemanha, que decidiram eliminar as isenções fiscais que beneficiavam as empresas de biocombustíveis. Ontem foi a vez de a comissária européia de Agricultura, Mariann Fischer Boel, anunciar que irá propor o fim do chamado "subsídio energético".
Em pronunciamento feito em Bruxelas, Fischer Boel disse não considerar mais necessária a ajuda de 45 por hectare usado para a produção de combustíveis prevista na PAC (Política Agrícola Comum) da UE. No último orçamento europeu, a ajuda total aos agricultores soma 55 bilhões.
"Acredito que esta não seja mais a melhor forma de avançar com setor de bioenergia", disse a comissária, acrescentando que fará a proposta na próxima revisão da PAC, em 20 de maio, sem especificar se o volume total de subsídios cairá. "Vou propor abolir a ajuda e usar o dinheiro de forma mais eficiente", afirmou.
Fischer Boel reconheceu que a produção de biocombustíveis causa polêmica, que provoca divisões entre os que a consideram uma solução "genial" para o ambiente e os que atribuem ao setor males como a explosão atual nos preços de alimentos.
Ela lembrou que outros fatores devem ser levados em conta, como o aumento da demanda em países emergentes e as problemas nas colheitas causadas pelo mau tempo em locais como Austrália e EUA.
Para Fischer Boel, "biocombustíveis não são uma varinha mágica com a qual podemos resolver todos os nossos problemas". Ela disse, porém, que "eles são um instrumento valioso. Precisamos aprender a usá-lo da forma correta."
A comissária descartou mudanças na política européia de incentivo ao biocombustível. A UE estabeleceu a meta de reduzir em 20% a emissão de CO2 até 2020. Os biocombustíveis são parte importante dessa estratégia ambiental, pois mais de um quinto das emissões é feito pelos transportes. No período definido para a redução, 10% dos veículos terão de ser movidos a álcool.
"Nosso setor de transportes depende em 98% de petróleo importado", lembrou Fisher Boel. Ela considera um "cenário realista" prever que, até 2020, 15% das terras aráveis dos 27 países do bloco serão dedicadas ao biocombustível.

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