Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,87 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 151,38 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 157,41 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,23 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,90 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,94 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 6,00 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 129,18 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 129,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 139,61 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 121,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,81 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,24 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,26 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.569,61 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.499,49 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,19 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 136,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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Lavoura e pastagem valorizam terras brasileiras

Um estudo indica que os preços internacionais e os preços internos das principais commodities agrícolas, como soja, milho e carnes influenciaram no valor das terras.

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Redação (19/03/2008)- O aumento do preço das áreas de lavouras e de pastagens ultrapassou a marca dos 10% ao ano, entre 2000 a 2006. As terras de pastagens (10,6%) se valorizaram um pouco mais que as de lavouras (10,2%). O comportamento dos preços de terra agrícola no Brasil foi pesquisado pela Assessoria de Gestão Estratégica (AGE) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com base no FGVDados, banco de dados da Fundação Getúlio Vargas. Foram consultados também o Instituto de Economia Agrícola do Estado de São Paulo (IEA) e o Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral).

O coordenador de Planejamento Estratégico do Mapa, José Garcia Gasques, apontou o crédito rural como uma das causas da valorização das terras agrícolas. O aumento do volume de recursos para os produtores e cooperativas foi de 63%. O estudo indica que os preços internacionais e os preços internos das principais commodities agrícolas, como soja, milho e carnes também influenciaram no valor das terras.

O crescimento da demanda mundial por biocombustíveis afetou os mercados agrícolas e colocou os preços dos produtos em patamar superior ao vigente nos anos anteriores. “Pressionou os preços das terras à medida que se expandiram as lavouras de cana, soja e milho”, observou Gasques.

O comportamento das terras de pastagens reflete uma dupla pressão. “Os preços das pastagens sofreram aumentos devido à valorização das atividades pecuárias e a substituição de terras de pastagens por outras atividades, como cana-de-açúcar e soja”, argumentou Gasques.

Outros fatores têm o efeito de atenuar a pressão sobre o preço da terra, um dos mais relevantes é a produtividade. “No Brasil, a produtividade tem aumentado a taxas elevadas e isso provoca o incremento da produção de grãos e carnes sem aumentos expressivos de área”, destacou o coordenador.

O indicador utilizado para deflacionar o preço da terra é o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), da FGV.

A pesquisa elaborada pela AGE analisa o preço da terra desde 1977, indica os preços de vendas de terras e de arrendamentos no Brasil e a valorização de terras na Amazônia. Compara, também, os preços da terra entre o Brasil e os Estados Unidos.

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