Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,53 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 154,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 159,94 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 8,36 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,88 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,18 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,47 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,36 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,33 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,95 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,33 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.553,71 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.454,52 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,12 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 161,54 / cx
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Expansão da cana em GO preocupa avicultores

O temor da categoria é que os canaviais ocupem áreas de lavoura antes destinadas ao milho.

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Redação (24/03/2008)- A expansão agrícola goiana responsável por atrair as maiores empresas avícolas do País para o Estado é também a maior preocupação do setor. O problema está relacionado ao cultivo da cana-de-açúcar, que cresce consideravelmente, impulsionado pelo grande número de usinas que se instalaram na região. O temor da categoria, segundo Uacir Bernardes, é que os canaviais ocupem áreas de lavoura antes destinadas ao milho. “A expansão da cana em áreas de lavoura – e não apenas nas degradadas – acaba com o principal atrativo para o setor avícola, que é a grande produção de grãos”.

Uacir afirma que “o governo estadual está de olhos fechados” e não existe uma iniciativa concreta para estruturar o plantio da cana-de-açúcar sem prejudicar a produção de grãos.

O diretor de desenvolvimento de novos negócios da Perdigão, Nelson Hacklauer, também considera preocupante a expansão das plantações de cana-de-açúcar em Goiás e a perspectiva de que a cultura impeça o crescimento da oferta de milho. “A Perdigão escolheu Goiás para investir, e qual a resposta que temos?”, indaga.

“Se for para comprar milho no Mato Grosso, nós vamos para lá, se não conseguirmos milho no Mato Grosso, nós voltamos para o Sul. É claro que não é simples assim, mas quero dizer que o governo estadual tem um projeto para a cana, mas não tem para o milho”, completa Nelson.

Recém-chegado ao Estado, Luís Carlos Mendes, diretor-superintentende da Pif Paf, diz que ainda não dá para perceber qual o comprometimento que a expansão da cana-de-açúcar pode causar na oferta de milho em Goiás. Ele afirma que a empresa pretende estabelecer parcerias com os produtores locais e incentivar o cultivo de milho para ser vendido diretamente para o uso na avicultura.

A Secretaria de Agricultura, de Goiás informou pela assessoria de imprensa que o governo estadual incentiva a implantação das usinas sucro-alcooleiras em regiões que carecem de desenvolvimento econômico, como o Nordeste Goiano. Além disso, existe um estudo de zoneamento para as lavouras de cana-de-açúcar sendo elaborado em conjunto com outras secretarias, como a de Meio-Ambiente e Indústria e Comércio.

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