A grande concentração de colheita acontece no período de 20 de março a 25 de abril.
Campos Gerais acelera colheita da soja para evitar ferrugem
O que preocupa os produtores não é qualidade dos grãos em razão das chuvas, mas o aparecimento da ferrugem asiática nas lavouras. “A chuva ainda não chega a afetar a qualidade da soja. Ela (chuva) é necessária. Mas o clima está proporcionando o aparecimento da ferrugem asiática”, fala. Para evitar que a doença traga prejuízo os produtores estão recorrendo aos fungicidas. “São aplicações preventivas. Algumas lavouras já receberam três pulverizações”, revela. A medida deverá continuar sendo adotada até o final do ciclo da cultura.
O agrônomo acredita que a maioria dos produtores está atenta ao aparecimento da doença. “Se houver o ataque da ferrugem a lavoura vai produzir menos. Mas a maioria dos produtores está consciente, alerta e monitorando as lavouras”, comenta.
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Na região a produtividade média atinge 3.200 quilos de soja por hectare. A expectativa é de uma produção de 1,36 milhão de toneladas da cultura. Se confirmada esta previsão o volume será superior ao da safra passada quando foram colhidos pouco mais de 1,33 milhão de toneladas.
Milho
Segundo o agrônomo, a atenção se voltará novamente para o milho entre o final do mês de abril e início de maio. Até lá, o cereal não perderá qualidade. “A espiga inverte a posição e a chuva bate na palha. No entanto, se houver dois meses de chuva intensa haverá problemas, assim como um período de muito vento”, comenta.
O volume colhido no final do mês passado e início deste foi praticamente todo encaminhado para o Porto de Paranaguá, acredita Tosato. “Os produtores têm contratos a cumprir e por isto este milho não deverá ficar armazenado”, fala. Os Campos Gerais deverão colher 1,5 milhão de toneladas nesta safra.




















