O principal fator de risco para os leitões é o sistema imune debilitado. Nos animais com baixa resistência e os neonatos, a doença pode ser fatal.
Criptosporidiose suína
Redação (31/03/2008)- Criptosporidiose
O que é isso e como posso suspeitar?
A Criptosporidiose, em suínos, é uma doença que causa uma diarréia não hemorrágica, que afeta principalmente os leitões recém desmamados. O agente da Criptosporidiose suína, o Cryptosporidium, pertence à mesma ordem dos agentes da coccidiose.
Leia também no Agrimídia:
- •Elias José Zydek, presidente da Frimesa, fala com exclusividade sobre a cadeia produtiva de suínos brasileira
- •Tendências da nutrição animal em Aquicultura; assista à entrevista com o gerente LATAM da Adisseo
- •Acesse o conteúdo exclusivo do webinar da TV Agrimídia com a professora Masaio; disponível para assistir e baixar
- •Webinar da Gessulli Agrimídia com a professora Masaio é hoje, às 15 horas
O principal fator de risco para os leitões é o sistema imune debilitado. Nos leitões com baixa resistência e os neonatos, a doença pode ser fatal.
A doença ganha importância no atual contexto referente à infecção pelo Circovírus suíno tipo 2, pois o Cryptosporidium pode oportunizar-se da situação da imunossupressão provocada pela circovirose.
Como posso diagnosticar a criptosporidiose?
A confirmação do diagnóstico pode ser feita pelo exame histopatológico de fragmentos do intestino, principalmente o íleo (porção final do intestino delgado), e pelo exame de esfregaços de fezes submetidos à coloração especial. Uma outra opção é a pesquisa de oocistos nas fezes.
Como coletar as amostras para o diagnóstico?
Para o diagnóstico parasitológico, coletar aproximadamente 20g de material fecal de animais com sintomas clínicos representativos, armazenando-o em frascos ou sacos plásticos e submetendo-o a refrigeração. Cuidado com coleta do material no chão, pois poderá ocorrer contaminação. É preferível conter o animal e coletar diretamente do ânus.
O exame histopatológico é um dos exames complementares mais utilizados para auxilio no diagnóstico. Escolha um local limpo para proceder a coleta. Com o auxílio de uma tesoura avalie o intestino, separando cerca de 10 cm do íleo a partir do Ceco. O segmento de alça pode ser dividido em duas amostras. A primeira deve ser acondicionada em frasco de boca larga com tampa, contendo formol a 10% (1 parte de formol para 9 partes de água). A solução deve cobrir totalmente o fragmento, facilitando assim a fixação pelo formol. Lacrar o frasco com fita crepe ou esparadrapo. A segunda amostra deve ser acondicionada em saco plástico limpo.




















