Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,27 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 146,69 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 152,41 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,48 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,02 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 129,09 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 131,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 141,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 143,17 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 121,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,27 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,33 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,21 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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Descompasso de preço do milho força renegociação de 30% das exportações

O atraso na colheita e os preços internos mais favoráveis em relação à paridade externa fizeram com que parte dos contratos negociados antecipadamente para a exportação fosse recomprada – o chamado “wash out”.

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Redação (01/04/2008)- A estimativa é que cerca de 500 mil a 600 mil toneladas contratadas antes do plantio tenham sido renegociadas – direcionadas para o mercado interno ou os prazos de embarque alongados para abril e maio deste ano. Mas, apesar disso, analistas de mercado são otimistas com as vendas externas e asseguram que o avanço da safra e alta do preço em Chicago vai reanimar as exportações do cereal, inclusive com a retomada das compras da Europa a partir de abril.

Segundo levantamento da Céleres, até o momento 34% da safra do grão foi colhida ante 48% no mesmo período do ano passado. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP) mostram que no início do ano, a diferença de preço no porto de Paranaguá e em Campinas, que estava maior desde setembro do ano passado, chegou a R$ 4 por saca. Atualmente está em torno de R$ 1 por saca.

"As chuvas atrasaram a colheita e o preço interno estava melhor. Por isso houve reprogramação", afirma Paulo Molinari, analista da Safras & Mercado. De acordo com o pesquisador Lucílio Alves, do Cepea/USP, parte das negociações feitas no ano passado já era em um sistema que possibilitava a internacionalização do produto – neste caso, sem multa. "Os agentes (tradings) veriam quais os mercados estariam mais rentáveis e tinham a opção de não-exportar", afirma.

Molinari lembra que apesar do movimento de reposicionamento ou wash out, isso não deve interferir no volume total a ser exportado. A previsão da consultoria é de embarques totais de 9 milhões de toneladas na safra atual. "Mas o câmbio e o clima da safrinha ainda são fatores determinantes para os embarques", acredita. Opinião semelhante tem o sócio-diretor da Céleres, Leonardo Sologuren: "o desempenho está atrelado ao desenvolvimento da safrinha".

Sologuren lembra que no ano passado, a maior média mensal de exportação ocorreu no segundo semestre, de compromissos cumpridos com a segunda safra. Segundo os números da consultoria, a média mensal do primeiro semestre ficou em embarques de 500 mil toneladas, enquanto chegou a 1,2 milhão de toneladas no segundo semestre. O sócio-diretor da Céleres acrescenta ainda que no ano passado, quando os preços do mercado interno começaram a ficar mais altos que a paridade de exportação, já havia ocorrido algum movimento de wash out.

Os embarques de fevereiro foram de 325 mil toneladas, de acordo com a Safras & Mercado. E a expectativa de analistas de mercado é que em março o número – que ainda não está fechado – tenha ficado neste patamar ou chegado a 400 mil toneladas.

O assessor de comercialização da Cooperativa Agropecuária Alto Uruguai Ltda (Cotrimaio), Marcelo da Silveira, diz que a cooperativa cumpriu seus compromissos assim que a colheita começou – foram embarcadas cerca de 15 mil toneladas – mas ainda não fechou novos contratos. "Estamos esperando para ver como o mercado vai acenar".

Para o analista Aedson Pereira, da AgraFNP, a movimentação de compras externas deve começar a ficar mais significativa a partir de abril e maio. Ele lembra que apenas no caso do Paraná, cerca de 40% da primeira safra foi vendida antecipadamente – mas que poderia ser tanto para o mercado interno quanto para o externo.

A perspectiva da retomada de embarques maiores a partir do próximo mês já pode ser verificada pelo movimento nos portos. De acordo com Alves, em Paranaguá existe um estoque de 55 mil toneladas no armazém e outras 300 mil toneladas estariam aptas a serem exportadas. Segundo os dados do Cepea/USP, os registros estariam saindo de compradores da Europa e este fato já estaria contribuindo para elevar as cotações do grão no porto de Paranaguá. Nos últimos 10 dias os preços naquela região aumentaram cerca de 2%.

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