Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,98 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,24 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,20 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,21 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 182,51 / cx
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Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 173,72 / cx
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Pesquisa contesta culpa da sojicultura no desmatamento da Amazônia

Em estudo foi feito entre janeiro e fevereiro, foram analisadas todas as áreas desmatadas acima de 100 hectares em regiões que cultivam soja em Mato Grosso, Pará e Rondônia.

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Redação (01/04/2008)- A sojicultura não foi a principal responsável pelo desmatamento da Amazônia entre agosto de 2006 e o mesmo mês no ano passado. Foi o que revelou um pesquisa encomendada pela Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove), divulgada, nesta segunda-feira (31-03).

O estudo foi feito entre janeiro e fevereiro pela empresa Globalsat. Foram analisadas todas as áreas desmatadas acima de 100 hectares em regiões que cultivam soja em Mato Grosso, Pará e Rondônia. Os resultados não indicaram a presença do grão nos desmatamentos ocorridos.

Apesar disso, o presidente da Abiove, Carlo Lovatelli, manifestou preocupação. Segundo ele, o alto preço pago pela soja no mercado internacional pode estimular o desmatamento para o plantio do grão nas próximas safras.

Muda pacto contra a soja na Amazônia

Uma boa e uma má notícia para a Amazônia. Cerca de 197 propriedades que derrubaram suas florestas no Mato Grosso, Pará e Rondônia ainda não deram início ao plantio de soja – em parte devido à pressão das indústrias e de ambientalistas unidos sob a chamada "moratória da soja". Mas os produtores que desmataram podem, ainda assim, ter a sorte de conseguir vender seus grãos para as mesmas traders que oficialmente defendem a preservação da maior floresta tropical do mundo. 

Pelo menos, os grãos advindos de desmatamentos referentes aos 20% da área total da propriedade permitidos por lei para o bioma amazônico. "A legislação brasileira se sobrepõe à moratória da soja", afirmou ontem ao Valor o presidente da Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), Carlo Lovatelli. "Se alguém desmatar dentro da lei, nós vamos comprar. E já nesta safra". Mesmo que a moratória diga o contrário. 

As declarações de Lovatelli, um peso-pesado da indústria, jogam uma pá de cal na primeira premissa da moratória da soja: a que proíbe às traders signatárias de comprar qualquer quantidade de soja de áreas novas desmatadas. São elas Maggi, ADM, Cargill e Bunge. 

Assinada em julho de 2006, a moratória é mais rígida que a legislação brasileira porque, no entendimento inicial das partes, não há como saber com exatidão onde estão as propriedades na confusa colcha de retalhos do campo. Dessa forma, tampouco se sabe ao certo qual a extensão de suas florestas e o que pertence à reserva legal. Na dúvida, a moratória adotou a tolerância zero para desmatamentos. 

"Só teremos essa certeza quando as propriedades forem georreferenciadas", diz Paulo Adário, coordenador do Greenpeace e um dos principais mentores da moratória. A opinião é compartilhada por dez em dez ambientalistas. 

O georreferenciamento, no entanto, ainda está longe de acontecer. "Pouca coisa evoluiu, só ações regionais", admite Lovatelli. Mas ele explica que a indústria sabe "mais ou menos" onde estão produtores e quando eles estariam avançando os limites legais. 

Ainda que muitos produtores de soja tenham já ultrapassado o limite de desmatamento de 20% da propriedade – muitas vezes com o consentimento das autoridades e de leis passadas -, o fato é que a moratória da soja está fadada ao fim. Como havia divulgado o Valor, em declaração similar de Jacyr Bongiolo, presidente do Grupo Maggi. Segundo ele, seria difícil manter o compromisso de não comprar soja de áreas novas desmatadas com a alta na demanda global, sobretudo da China. E com os preços recordes da commodity. 

Em análise sobre o monitoramento de 196 polígonos do Pará, Mato Grosso e Rondônia, com áreas acima de 100 hectares, o grupo de trabalho da moratória afirma que não houve plantio de soja nas áreas desmatadas entre agosto/06 e agosto/07. Por enquanto. 

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