Fonte CEPEA
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Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,71 / kg
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Frango - Indicador SPR$ 7,68 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.352,41 / t
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Preços sustentam avanço da receita das exportações

De janeiro a março, o setor agrícola embarcou US$ 13,9 bilhões. Na outra mão, as importações do setor cresceram 49,5%, somando US$ 3 bilhões no período.

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Redação (09/04/2008)- Empurradas pela elevação sustentada nas cotações internacionais, e mesmo com redução na quantidade vendida, as exportações do agronegócio brasileiro avançaram 17,8% no primeiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo intervalo de 2007, informou ontem a Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura.

De janeiro a março, o setor embarcou US$ 13,9 bilhões. Na outra mão, as importações do setor cresceram 49,5%, somando US$ 3 bilhões no período. Como resultado, o superávit acumulado bateu em US$ 10,89 bilhões em 2008 – 11,3% superior aos primeiros três meses de 2007.

O agronegócio superou a performance da balança comercial dos demais setores do país. Os dados apontam um crescimento de 11,6% nas vendas de produtos não-agropecuários com um déficit de US$ 8,05 bilhões para esses setores. Com isso, o agronegócio ampliou de 34,7% para 36% sua participação nas exportações globais. Em março, as vendas do setor foram responsáveis por 38% desse total.

O embargo da União Européia à carne bovina nacional afetou o desempenho dos embarques do produto em março. As vendas de carne in natura recuaram 11%, ou US$ 34 milhões. Ainda assim, o trimestre registrou um avanço de 8,7%, para US$ 1,17 bilhão. No total, o complexo carnes gerou receita cambial de US$ 3,14 bilhões, resultado 30,3% superior ao mesmo período do ano passado. Frango, suínos e perus in natura salvaram o segmento.

As exportações do complexo soja, no total de US$ 2,24 bilhões, foram 34,8% maiores nestes primeiros três meses na comparação com 2007. Destaque para óleo, que rendeu US$ 520 milhões (148,5%).

As vendas de produtos florestais superaram o complexo soja neste trimestre. Foram US$ 2,3 bilhões (alta de 14,8%) em madeira e papel e celulose. De outro lado, o complexo sucroalcooleiro segue decepcionando. Puxado pelo mau desempenho do açúcar (-27%), o segmento acumulou um recuo de 20,4% no período, com vendas de US$ 1,26 bilhão. As vendas de álcool ainda cresceram 4%, mas pesou mais a queda nos preços de açúcar (11%) e álcool (8%) foram determinantes.

O bom desempenho do agronegócio pode ser atribuído à explosão das cotações internacionais das commodities agropecuárias. As estatísticas da Coordenação-Geral de Organização para Exportação mostram, por exemplo, salto de 65% nos preços do complexo soja no primeiro trimestre em relação aos três primeiros meses de 2007. Já as cotações do complexo carnes (bovinos, suínos, frangos e perus) sofreram reajuste de 27%.
O país também ganhou mais na venda de produtos florestais (16%), café (20%), fumo (14%) e milho (39%). Mas foram os produtos lácteos os campeões da elevação: 76,6% no período.

As importações custaram mais caro ao país até agora. Com preços 65% mais altos, as compras de trigo quase dobraram, para US$ 770 milhões até março.

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