Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Avepar assina Convênio de Integração Rural de 10 milhões para a construção de novos aviários

A empresa vai passar a produzir, abater, industrializar e comercializar carne de frango, com capacidade para abater 10.000 aves por hora.

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Redação (10/04/2008)- O grupo Avepar- Aves do Parque, fornecedor de pintinhos de um dia para as principais empresas avícolas do Sul do país, apresentou aos parceiros e imprensa o projeto da nova unidade de abate que será reconstruída em Abelardo Luz, Santa Catarina. Durante a ExpoFemi, expofeira agropecuária realizada em Xanxerê, também formalizou o convênio de Integração Rural com o Banco do Brasil, BB Convir, no valor de 10 milhões para a construção de novos aviários. 

A nova unidade de abate será reconstruída no mesmo local, em uma área de terra  de 270mil m², com 15 mil metros quadrados de área construída e deve ser concluída em setembro de 2008. A área coberta de 15 mil m² vai abrigar a unidade frigorífica e unidades de apoio. De acordo com Waldir Tochetto, da empresa de engenharia responsável pela execução e acompanhamento da obra, o projeto terá a mesma concepção, linhas e dimensões do frigorífico inaugurado no ano passado e apenas foram incluídas algumas melhorias. 

A Avepar vai passar a produzir, abater, industrializar  e comercializar carne  de frango, com capacidade para abater 10.000 aves por hora. O nível tecnológico de automação do frigorífico pode ser comparado aos mais modernos do mundo, o que assegura a qualidade  e competitividade da carne produzida. "Projetamos este abatedouro para atender às mais rígidas regras de bem estar animal, meio ambiente, qualidade do produto e ergonomia dos colaboradores. Nossas instalações foram projetadas para atender as exigências do mercado externo como União Européia, países muçulmanos e demais países" destaca Matiollo. 

De acordo com secretário de Desenvolvimento Regional (SDR), Julião Bodanese, "Além da geração de empregos e retorno econômico para região, a Avepar contribui para a agregação de valor para a indústria avícola". Para Ademar Trentini, produtor de frango e Honorino Antônio Bortoluzi, produtor de milho, a integração agrega valor a propriedade e proporciona nova fonte de renda. Bortoluzi produz milho para Avepar há 3 anos e comenta que esse foi um ano atípico de colheita e tiveram uma produtividade equiparada aos grandes produtores como Estados Unidos, em média 150 sacas por hectares. Trentini é novo no setor de avicultura, construiu o aviário em Abelardo Luz há pouco tempo e já comemora a produção de 60 mil aves por lote.

A empresa vai gerar mais de 1.500 empregos diretos e 1.500 indiretos. Segundo Matiollo nenhum funcionário do empreendimento anterior foi demitido e boa parte está trabalhando na reconstrução das novas instalações. Segundo prefeito de Abelardo Luz, Lécio Panisson, "A instalação da Avepar em Aberlado Luz transformou a cidade, valorizou as propriedades e trouxe expectativa de novas fontes de renda para os moradores. Admiro a força e determinação de Mattiolo para a reconstrução do empreendimento". O prefeito de Xanxerê Avelino Menegolla, cidade sede da empresa, comenta que a forma arrojada de Matiollo gerenciar a empresa criou parcerias fortes com os municípios e movimentou a economia local.

Investimento na integração

O convênio firmado com o Banco do Brasil por 1 ano, com possibilidade de extensão, vai possibilitar a parceria entre a Avepar e os produtores rurais integrados, disponibilizando recursos para operações de custeio, de investimento ou de comercializaçao de seus produtores integrados.  De acordo com Mattiolo, "O acesso ao financiamento é simples e não tem burocracia. Em pouco tempo os produtores rurais podem começar a construir os aviários".

O empreendimento completa um projeto ousado de integração com parceiros em toda a região que vão fornecer as aves para o abatedouro "Procuramos construir o abatedouro relativamente próximo  do sistema de integração, o que facilitará a gestão da produção. Já contávamos com uma estrutura sólida e segura de incubatório,  de matrizes e fábrica de rações, o que nos possibilita a rastreabilidade total do processo desde que o pintinho nasce, até o processamento da carne, chegando até o cliente final." completou Mattiolo.

Sustentabilidade ambiental

Projetado para atender as exigências relacionadas às demandas ambientais e  de biossegurança, o novo projeto contempla um moderno sistema de tratamento de efluentes, onde toda água utilizada no processo de abate será devolvida ao meio ambiente adequada para consumo humano e animal. Também será feita a captação da água da chuva que pode ser reaproveitada nos processos dos abatedouros. 

Priorizando o meio ambiente, entrará em funcionamento na unidade de abate da Avepar uma mini usina de biodiesel produzido a partir da gordura das aves. O biocombustível além de ser uma alternativa econômica e ecologicamente viável vai gerar energia para o funcionamento das caldeiras e frotas. "Além das adequações de biosseguridade e boas práticas de fabricação,  a empresa vai investir no aproveitamento de vísceras e resíduos da agroindústria para produção de energia a partir de biomassa e biodiesel" destacou Matiollo. 

Todo o resíduo sólido será secado através de um inovador sistema de secagem. "Em outros processos de abate e tratamento da água utilizada não separava os resíduos sólidos, que iam parar nas lagoas. Mas aqui somente água irá  para as lagoas, o excedente de gorduras e sólidos em breve será processado junto com parte das vísceras para gerarem biodiesel, que será utilizado em  na nossa frota.  Em um futuro muito próximo estaremos devolvendo para a natureza uma água mais limpa do que quando chegou, e esta água será reutilizada no abate novamente, assegurando a sustentabilidade do processo" afirmou Matiolo.

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