Alguns exportadores já começam a mover mandados de segurança, também em decorrência do acúmulo de estoques nas fábricas.
Greve faz Porto de Itajaí recorrer a dois portos secos
Redação (14/04/2008)- Com o aumento das importações em 89% e a queda das exportações em 9% nos dois primeiros meses do ano, em relação ao mesmo período de 2007, a administração do Porto de Itajaí anuncia que os efeitos da greve dos auditores fiscais da Receita Federal ainda não alteraram significativamente a movimentação de cargas no terminal. As exportações neste início de ano já representam quase 40% da movimentação do Porto de Itajaí.
Para economizar espaço na área primária, diante do grande volume de produtos importados e da greve dos auditores, o porto conseguiu autorização da Receita Federal para que os produtos importados aguardem liberação em dois portos secos da região, considerados áreas secundárias alfandegadas. Em períodos de operação normal, os contêineres de importação permanecem no porto.
No início desta semana, na área de alfandegamento, três dos 26 auditores fiscais trabalhavam normalmente, segundo funcionários da Receita. Os dois representantes do sindicato da categoria na cidade também estavam em greve e não foram encontrados para dar esclarecimentos. O presidente do Sindicato das Agências Marítimas de Itajaí e diretor comercial do Porto Seco Multilog, Eclésio da Silva, disse que o maior problema de atraso nas exportações ocorre com as cargas frigorificadas, especialmente o frango.
"Alguns exportadores já começam a mover mandados de segurança, também em decorrência do acúmulo de estoques nas fábricas", disse Silva. Ele afirma que o espaço para as mercadorias que chegam e esperam despacho, assim como as que aguardam liberação para sair do País, ainda não é um problema que preocupa o setor portuário.
Até agora, a greve já gerou às transportadoras um prejuízo de cerca de US$ 5 milhões, conforme dados da Associação Brasileira de Transportadores Internacionais (ABTI).




















