No Paraná, os produtores investem em tecnologia para escapar do frio e garantir o primeiro lugar em produtividade.
Área de milho avança e safrinha começa a suprir demanda nacional
O milho superprecoce do produtor Onivaldo Dante, de Cambé, no norte do Estado, está saudável. A lavoura está na metade do ciclo e as folhas brilham, sem qualquer sinal de ataque de pragas ou doenças. Ele investiu no manejo e confere o resultado.
– Fiz uma aplicação preventiva de fungicida e a chuva ajudou no controle da lagarta do cartucho, o maior problema do milho safrinha – afirma Dante.
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Para muitos produtores, a safra de inverno tem dado mais retorno do que a de verão, considerada a principal. Em 120 hectares, Onivaldo espera colher 13 mil sacas. Ele pretendia plantar mais, mas o atraso no plantio da soja mudou seus planos e ele devolveu 130 sacas de semente de milho. Além do manejo estratégico, o agricultor adotou variedades mais precoces e resistentes a doenças e ao frio. O preço do milho está muito bom, entre R$ 20 e R$ 24 a saca, no Paraná. E ele deve manter-se assim até a colheita, entre julho e setembro.
Há menos de 10 anos, o Brasil nem aparecia como um grande produtor de milho. Hoje, segundo o Departamento de Economia Rural, da Secretaria de Agricultura do Paraná, somos o terceiro país exportador do grão. E o Estado é o primeiro produtor nacional, A expectativa de colheita é de 6,4 milhões de toneladas de milho, na safrinha, enquanto o Brasil deve colher 17,5 milhões de toneladas.
O Paraná tem 1,6 milhão de hectares plantados com milho, quase 15% a mais do que a safra passada. Com os preços históricos se mantendo, o produtor de Cambé já planeja o inverno de 2009.
– Se continuar os preços como estão hoje, eu pretendo aumentar a área plantada com o milho safrinha – diz Dante.




















