Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
Destaque Todas Páginas

Cone Sul terá sistema de informações sobre custos

O diagnóstico foi feito na quinta-feira em uma reunião extraordinária dos Ministros de Agricultura do Conselho Agropecuário do Sul (CAS), que reúne os quatro sócios do Mercosul, mais Chile e Bolívia.

Compartilhar essa notícia

Redação (30/05/2008)- Em meio à disparada dos preços dos alimentos e a necessidade de encontrar soluções para conter os reflexos sobre a inflação, os governos do Cone Sul descobriram que faltam informações confiáveis sobre os custos de produção. Sem dados mais precisos, não conseguem tomar medidas efetivas capazes de garantir o equilíbrio entre a produção, o consumo doméstico e os excedentes exportáveis e ficam sujeitos à especulação.

O diagnóstico foi feito na quinta-feira em uma reunião extraordinária dos Ministros de Agricultura do Conselho Agropecuário do Sul (CAS), que reúne os quatro sócios do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai), mais Chile e Bolívia.

Na reunião, realizada em Montevidéu (Uruguai), os ministros decidiram formar uma rede de informações próprias de cada país sobre a evolução de custos da cadeia de produção e distribuição, que melhore a capacidade de gerenciamento da crise.

Essa rede poderá ser integrada entre os países-membros no futuro. "Vamos criar um sistema de intercâmbio de informações, que é uma das maneiras de evitar a especulação", afirmou o ministro de Agricultura do Uruguai, Ernesto Agazzi. Segundo o ministro uruguaio, a questão foi colocada pelo representante argentino, o secretário de Agricultura José de Urquiza, e reforçada pelo brasileiro Reinhold Stephanes, que destacou a dependência em relação aos fertilizantes.

"Nossa maior importação é de potássio, fabricado por apenas quatro ou cinco empresas no mundo que também são as detentoras dos direitos de lavra, no Brasil e em outros países", afirmou Stephanes ao Valor. "Importamos 60% das nossas necessidades, mas temos jazidas que não são exploradas, empresas que são donas dos direitos de lavra e sentam em cima", criticou o ministro brasileiro.

Para o ministro paraguaio da Agricultura, Alfredo Molinas, "é preciso encontrar na região um equilíbrio, incentivando a produção de produtos da cesta básica".

Já o argentino Urquiza saiu da reunião sem falar com a imprensa. Seu país vive uma crise dupla com a agricultura. Além da luta para neutralizar a alta de preços internacionais, a Argentina passa por uma crise política de enfrentamento do governo com os agricultores por causa de um aumento nos tributos sobre exportações de grãos e esse teria sido o motivo da ausência de Urquiza durante a divulgação do documento ao fim da reunião, de acordo com os outros ministros.

Em um documento conjunto divulgado ao final do encontro, os ministros de Agricultura apontam a especulação com alimentos como uma das principais causas da recente disparada de preços, junto com o aumento do consumo de carnes e de cereais e oleaginosos, principalmente por parte da China, Índia e Rússia e a demanda de produtos agrícolas como matéria-prima para a geração de biocombustíveis como milho e canola.

"A demanda mundial está influenciada pela crise dos empréstimos subprime [imobiliários, nos Estados Unidos] que está levando a uma saída massiva de investimentos especulativos para o mercado de commodities agrícolas", afirmou a ministra de agricultura do Chile, Marigen Hornkohl.

Em uma clara mensagem a comunidade internacional, os ministros do CAS expressaram no documento a expectativa de que a alta dos preços dos alimentos ajude a destravar as negociações na Rodada Doha. Segundo o documento, "o incremento dos preços cria um ambiente favorável para a conclusão" da rodada, "com resultados positivos em termos de redução do protecionismo e dos subsídios que distorcem o comércio agrícola internacional".

Os ministros reunidos em Montevidéu também assinaram uma declaração para instituir políticas públicas de estímulo à produção de pequenos agricultores, em uma tentativa de incrementar a oferta de alimentos. Além disso, destacou o ministério brasileiro, o documento inclui como compromisso o fortalecimento dos sistemas destinados ao desenvolvimento da pesquisa e inovação tecnológica.

Assuntos Relacionados mercosul
Mais lidas

Relacionados

SI – edição 331
AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329