Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,62 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,26 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,52 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,94 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,32 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,62 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,81 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,70 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 145,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.532,17 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.419,84 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,83 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Agora, exportação de gado é alvo de europeus

A World Society for the Protection of Animais (WSPA), sediada em Londres, organizadora da campanha, estima esse tipo de comércio em US$ 10 bilhões por ano globalmente.

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Redação (02/06/2008)- A agropecuária brasileira é alvo de uma nova campanha que começa a engatinhar na Europa: contra a crueldade na exportação de animais vivos. A World Society for the Protection of Animais (WSPA), sediada em Londres, organizadora da campanha, estima esse tipo de comércio em US$ 10 bilhões por ano globalmente.
A entidade utiliza o Brasil como um dos quatro casos, ilustrando com brochura e filme as condições da exportação de gado bovino vivo do porto de Belém do Pará para Beirute, no Líbano.
A WSPA relata que primeiro os animais são amontoados em caminhões, sem se mover, por três a quatro dias de viagem, sem água ou comida. Ao chegar ao porto, são "brutalmente" empurrados para o navio com bastões elétricos.
Segundo a brochura, 8% a 10% do gado morrem durante a viagem pelo Atlântico e Mediterrâneo, e ao chegar são "cruelmente abatidos", em condições que violariam os requerimentos religiosos. A carne chega enfim no mercado com a etiqueta "Halal".
Vale observar que o abate dos animais é feito em frigoríficos no Líbano, portanto sob responsabilidade de empresários locais.
São também alvos da WSPA as exportações de suínos do Canadá para o Havaí, de ovelhas da Austrália para o Oriente Médico, de cavalos da Espanha para a Itália.
Sofia Parente, da WSPA, menciona outros casos no Brasil, como um recente incidente com um navio que transportava bovinos para a Venezuela, no qual mais de dois mil animais teriam morrido.
Para ela, a relação entre bem-estar animal, qualidade do produto e demandas dos países ricos deveria estimular produtores como o Brasil a melhorar o transporte e abate dos animais.
A entidade dá como bom exemplo o Chile, onde as regulamentações fazem dos transportadores os responsáveis pelo que acontece com os animais, numa abordagem que influencia as decisões sobre o número de animais que carrega.
Embora a exportação de animais vivos pelo Brasil pareça insignificante no total de seu agro negócio, a campanha não é para ser ignorada. A revista suíça L”Hebdo destaca em sua edição desta semana a propagação na Europa dos "ultra-radicais da causa animal".
A reportagem prevê para "breve o adeus ao steak", exagerando a influência de Peter Singer, professor de bioética da Universidade de Princeton (EUA), que defende a abolição da fronteira separando o homem e o animal e alimenta grupos como a Frente de Liberação Animal e o Animal Rights Milicia.
Na semana passada, em Paris, a Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Frango (Abef) lançou sua própria campanha para combater denúncias antigas, e procurar convencer na Europa que a produção brasileira é sustentável e de qualidade.
Nos últimos anos, a produção de frango brasileiro tem sido acusada de destruir a Amazônia, utilizar hormônios e substâncias cancerígenas. Além disso, há acusações também de que frango congelado brasileiro seria vendido como fresco e de que utilizaria ração à base de grãos transgênicos.
Christian Lohbauer, diretor-executivo da Abef, mostrou inclusive slide de cardápio de restaurante na Suíça advertindo o cliente que o frango era brasileiro e podia ter sido alimentado com substâncias proibidas na Europa.
"O número de besteiras é impressionante e decidimos ser pro-ativos, ao invés de ficar enviando cartas que nem nos respondem", afirmou. "Temos etiquetagem garantindo qualidade, indústria modernizada, sistema de produção integrado, proibição de qualquer tipo de hormônio, sementes ótimas e clima abençoado por Deus".

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