Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Meio Ambiente

Pecuária vs. Efeito estufa

A pecuária é responsável por metade dos gases estufa no Brasil, mostra pesquisa. Período de 2003 a 2008 é mais avaliado.

A pecuária é responsável pela metade das emissões de gases estufa no Brasil. A constatação é de estudo realizado por diversos pesquisadores coordenados por Mercedes Bustamante, da Universidade de Brasília (UnB), Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e Roberto Smeraldi, da ONG Amigos da Terra – Amazônia Brasileira.

O estudo, que considera principalmente o período de 2003 a 2008, mostra que a pecuária emite aproximadamente mil Mton (milhões de toneladas) de gases estufa por ano, ante uma produção total no País de 2 mil a 2,2 mil Mton anuais.

A pesquisa indica três fontes principais de emissões de gases estufa pela pecuária: o desmatamento para formação de pastagens e queimadas da vegetação derrubada; as queimadas de pastagens; e a fermentação entérica do gado (gases produzidos durante a digestão dos alimentos). O estudo destaca que a maior contribuição da pecuária às emissões se deve ao desmatamento para formação de novas pastagens na Amazônia. Os pesquisadores ressaltam que a concentração das emissões brasileiras em um único setor pode representar um fator positivo.

“Podemos ter uma concentração de ações focadas na melhoria da qualidade tecnológica desse setor e reduzir as emissões de uma forma geral no País. É mais fácil que uma série de ações pulverizadas em todos os setores”, afirma Peter May, da ONG Amigos da Terra, um dos participantes do estudo.

A proposta brasileira levada à 15ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-15), em Copenhague (Dinamarca), prevê redução entre 0,95 e 1,75 Gton (bilhões de toneladas) de gases estufa ao ano até 2020. As reduções de emissões do setor agropecuário figuram com destaque. A recuperação de pastagens degradadas é apresentada como a principal atividade para diminuição das emissões.

O estudo cita a redução do desmatamento, a eliminação do fogo no manejo de pastagens, recuperação de pastagens e solos degradados, a regeneração da floresta secundária, a redução da fermentação entérica, como fundamentais para o combate às emissões brasileiras. É destacada ainda a necessidade de investimento na qualidade da pastagem, a melhoria genética do rebanho, o uso de rações complementares e sal mineral, que permitem a engorda mais rápida.

“Temos cálculos com base no trabalho da Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária] e o custo [para realizar as ações de combate às emissões de gases estufa pela pecuária] não é tão significativo. Ele não vai fazer com que o produtor não tenha condições de sobreviver no mercado, mas vai, inclusive, melhorar a produtividade e a rentabilidade”, diz May.

O pesquisador ressalta que a redução das emissões brasileiras implica principalmente em readequação do sistema de financiamento destinado à pecuária.

“Temos um sistema que favorece a expansão do rebanho. Não há preocupação ambiental, nem com a qualidade do rebanho e tampouco com o sistema de produção”.

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