Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Clima

Meta climática encarece produção

A meta de redução de emissões para o agronegócio vai custar R$ 10 bilhões para os produtores. Ela vai de 4,9% a 6,1%, até 2020.

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O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, avalia que serão necessários cerca de R$ 10 bilhões a mais em créditos disponíveis no Plano Agrícola e Pecuário, que na safra atual é de R$ 107,5 bilhões, para que a agropecuária possa cumprir as metas de redução das emissões de gases de efeito estufa. A meta de redução de emissões para o setor foi estabelecida pelo governo e vai de 4,9% a 6,1%, até 2020.

Segundo ele, esses recursos seriam emprestados a produtores rurais que aplicassem tecnologias que gerem redução dessas emissões. Stephanes disse que as tecnologias já são aplicadas atualmente, mas serão ampliadas. Além de oferecer mais crédito, o governo deve gastar, anualmente, cerca de R$ 1 bilhão na equalização dos juros privilegiados a quem participar dessa linha especial de crédito e R$ 500 milhões para reativar o sistema de assistência técnica rural. “Deve-se fazer financiamento com juros privilegiados, criando prêmios a quem usa essas tecnologias como o plantio direto”, afirmou o ministro.

Stephanes afirmou que a postura de países como Estados Unidos e China, que evitam definir metas numéricas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, “não surpreende, mas é triste.” “Esses países, com a União Europeia, são, historicamente, responsáveis por 80% das emissões e, no fundo, ainda são eles que mandam ONGs para vir aqui dizer o que se deve fazer”, afirmou o ministro. “O Greenpeace deveria estar lá falando o que devem fazer em relação a isso, e não aqui”, completou.

O ministro reforçou que o cumprimento das metas estabelecidas para a agropecuária é plenamente viável. “É um processo em que todos ganham, inclusive os produtores, com melhora do solo e da produtividade”, garantiu.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, criticou a posição de países ricos que tentam adiar a definição de um novo acordo climático, prevista para dezembro, durante a reunião da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Copenhague.

Minc afirmou que o fato de os dois maiores emissores de gases de efeito estufa – Estados Unidos e China – não estarem dispostos a um compromisso numérico de redução “é uma ducha de água quente nas negociações” que aumenta ainda mais a temperatura do planeta. “Parece que fizeram um pacto de abraço dos afogados para um justificar a falta de empenho do outro. Já estávamos com problemas para chegar a um acordo. Isso é inaceitável”, declarou o ministro.

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