Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Meio Ambiente

Recuperação de solo gera crédito de carbono

Brasil defende que o valor do fundo não seja menor que US$ 400 bilhões. Proposta foi apresentada pelo Ministro do Meio Ambiente na Argentina.

O Brasil quer que a recuperação dos solos degradados seja trocada por RCE (Redução Certificada de Emissões), que são os certificados emitidos quando ocorre a redução de emissão de GEE (gases do efeito estufa). A proposta foi apresentada nesta terça-feira (29/09) pelo ministro de Meio Ambiente, Carlos Minc, durante discurso na COP (Conferência das Partes) sobre a luta contra a desertificação, realizada em Buenos Aires.

“Uma das principais propostas desta COP deveria ser mobilizar seus governos para que a recuperação dos solos com plantio direto seja computada como créditos de carbono”, disse o ministro em discurso na reunião preparatória à Conferência das Nações Unidas para as Alterações Climáticas, em Copenhague, em dezembro próximo.

“Uma das conclusões que a COP deveria ter para sair da indigência é mostrar que a recuperação dos solos é uma super alternativa de captura de carbono porque ao fazer isso está incluindo pessoas”, argumentou. Ele detalha que o solo degradado libera carbono e aumenta o efeito estufa, mas ao ser recuperado, o processo é inverso. A proposta brasileira é de que uma parte do fundo a ser criado para programas de combate aos problemas gerados pelas mudanças globais de clima remunere a recuperação de áreas degradadas.

Neste sentido, o Brasil defende “que o valor do fundo não seja menor que US$ 400 bilhões, dos quais, um terço deste valor, cerca de US$ 150 bilhões, seja destinado aos programas, dentre os quais, a recuperação dos solos”, explicou Minc para uma plateia que recebeu o discurso com aplausos. O ministro disse aos correspondentes brasileiros na Argentina que se reuniu com os colegas dos países sócios e associados do Mercosul, que “fecharam posição em torno da proposta do Brasil”. Além disso, continuou, a receptividade dos demais países “foi muito boa”.

Cooperação – O ministro também afirmou que o Brasil “tem um foco na África para estabelecer uma cooperação Sul-Sul”, na qual o governo brasileiro pretende transferir tecnologia aos africanos. “Vamos oferecer capacitação no que diz respeito a monitoramento das áreas e na produção do etanol”, detalhou.

Minc lembrou que a segunda oferta está condicionada a que os governos africanos interessados na ajuda técnica respeitem dois preceitos: “que a produção do etanol não entre em área de produção de alimentos, nem em área de proteção nativa”. O ministro argumentou que estes dois compromissos já foram assumidos pelo Brasil. Também ressaltou que três países demonstraram interesse na cooperação: Moçambique, Burkina Faso e Quênia.

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