Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,28 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,94 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,17 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,08 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,85 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,77 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,60 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,52 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 158,55 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 166,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 183,29 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,18 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,73 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,26 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.173,45 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.086,74 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 175,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 157,65 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 158,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 168,54 / cx
Agronegócio

Brasil: celeiro agrícola do mundo

Estudo da Ernst & Young e FGV Projetos aponta que o Brasil é o país que reúne melhores condições para ampliar as exportações do agronegócio.

Protagonista do recente salto das exportações mundiais do agronegócio, motivado sobretudo pela maior demanda de emergentes como a China, o Brasil é o país que reúne melhores condições para manter as elevadas taxas de incremento verificadas desde meados dos anos 90 e agregar valor aos embarques do setor nas próximas décadas.

Esta é a principal conclusão do estudo “Brasil Sustentável – Perspectivas do Brasil na agroindústria”, elaborado por Ernst & Young e FGV Projetos e apresentado a jornalistas ontem (29/09) em São Paulo. Ainda que o cenário traçado não seja novo para quem acompanha a escalada do agronegócio brasileiro nos últimos anos, o estudo corrobora projeções oficiais e reforça o alerta quanto à importância da sustentabilidade das atividades.

Os autores do estudo atentam, ainda, para a tendência de fortalecimento também dos biocombustíveis e da demanda doméstica, outros bons sinais para agroindústrias e produtores rurais radicados no País, e para questões como política agrícola e o papel da agricultura familiar em meio a um flagrante movimento de concentração ao longo de todos os elos das cadeias do setor, com destaque para as áreas de carnes e açúcar e etanol.

Os dados apresentados mostram que, em 1995, a participação do País nas exportações agrícolas mundiais foi de 2,8%. Em 2005, após uma década de crescimento médio de 10,2% ao ano dos embarques – maior taxa entre os 20 principais países do ranking -, a fatia chegou a 4,8%.

Apesar do crescimento, o Brasil manteve a quarta posição entre os maiores exportadores, atrás de Estados Unidos (10,2%), França (7,4%) e Holanda (6,8%), mas a diferença caiu e continua diminuindo. Em 2008, a fatia brasileira chegou a 5,5%, bem próxima do desempenho da Holanda, que é grande importadora agrícola mas reexporta produtos processados para outros mercados da Europa.

Segundo Fernando Garcia, da FGV Projetos e coordenador técnico do projeto, a evolução decorreu, em grande medida, de ganhos de produtividade. Ainda que a guinada cambial de 1999 tenha sido vital para a competitividade dos produtos brasileiros no exterior naquele momento, o estudo aponta que, em média, a produtividade agropecuária do país cresceu, em média, 2% ao ano entre 1960, aurora da “Revolução Verde”, e 2005, superando outros emergentes como China (1,8%) e Índia (1,5%) e nações desenvolvidas como os EUA (0,8%), o líder das exportações. Até 2030, a taxa anual de incremento foi estimada em 1,3%

“Esse ganho de competitividade coincidiu com a maior abertura econômica do País”, disse Garcia. Essa maior abertura também explica, segundo ele, o crescimento das importações agrícolas do Brasil, outra tendência que deve perdurar, sem provocar estragos ao gordo superávit comercial do setor como um todo. Dependente do trigo fornecido por países como Argentina e EUA, o Brasil importou US$ 42,3 milhões em alimentos e US$ 14,2 milhões em matérias-primas agrícolas para outros fins em 2007, segundo o estudo.

Com o resultado, o país ficou em 13º lugar no ranking liderado por EUA (US$ 537,4 bilhões em alimentos e US$ 169,1 em matérias-primas), Japão (US$ 475,1 milhões e US$ 91,1 milhões, respectivamente). Em 2030, a projeção aponta que o Brasil deve subir para a 12ª posição entre os importadores, com compras de US$ 67 milhões em alimentos e US$ 22,6 milhões em matérias-primas. EUA e Japão seguirão na liderança das importações de alimentos no horizonte apresentado, e a China será ainda mais importante nas importações das duas frentes, consolidando-se como segundo principal destino das exportações brasileira, ainda atrás dos EUA.

“O crescimento mundial será menor até 2030 do que foi nas últimas décadas; mas, como terá um novo perfil [maior peso dos emergentes], a demanda por alimentos aumentará mais”, prevê Garcia. Isso sem contar o papel mais relevante das fontes renováveis de energia em meio à obrigação de se ter uma produção agropecuária sustentável.

O especialista está convencido que a sustentabilidade da produção brasileira estará garantida se os ganhos de produtividade continuarem aumentando. Segundo ele, o Brasil ainda tem um grande espaço mal aproveitado, e isso tende a melhorar com mecanização e um uso mais intensivo da terra, especialmente na pecuária de corte. Além disso, há universidades e empresas, a Embrapa entre elas, que movem essa evolução no campo.

“A entrada de novos players em determinados segmentos também traz uma nova cultura, inclusive em pesquisas. O Brasil é muito novo nessa gestão. E a melhora da infraestrutura também vai colaborar”, afirma Renato Gennaro, diretor-executivo da Ernst & Young. Das áreas relacionadas ao agronegócio, o que mais investe em pesquisa e desenvolvimento e inovação é o de celulose. Em 2005, 5,5% do faturamento do segmento foi destinada a esses trabalhos.

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