China Investment Corporation compra fatia de 15% da Noble. Governo chinês quer garantir o fornecimento agrícola após crise em 2008.
Fundo chinês na Noble
A aquisição de 15% da trading de commodities Noble Group pela China Investment Corporation (CIC) – um negócio de US$ 856 milhões – é a mais nova indicação de que o governo chinês pretende garantir o fornecimento agrícola depois da crise de alimentos do ano passado.
O investimento em um setor tão alinhado com os objetivos do governo chinês marca uma mudança no fundo. Quando o CIC foi criado, em 2007, as autoridades chinesas repetiram à comunidade internacional que se tratava de um investidor financeiro cujo único propósito era obter os melhores retornos sobre as reservas internacionais do país.
Mas após intensas críticas domésticas em relação às perdas vultosas com investimentos na Morgan Stanley e na Blackstone, a CIC passou a buscar mais aquisições de ativos naturais.
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Até então, os investimentos chineses no exterior se limitavam aos setores mineral e de petróleo. A crise que assolou commodities internacionais como arroz, trigo e soja e puxou os preços para patamares recordes, em parte ao voraz consumo chinês, provocou uma corrida por estoques. Desde então, países como a Arábia Saudita e a Coreia do Sul têm investido em terras agrícolas para ampliar a sua segurança alimentar – investida apontada como “neo-colonialismo” por alguns e como “oportunidade de desenvolvimento” por outros.
Recentemente, a sul-coreana Daewoo Logistics tentou arrebatar uma fazenda em Madagascar.
Sediada em Hong Kong e ações em Cingapura, a Noble tem produção agrícola no Brasil, Argentina e Uruguai, além de instalações portuárias na América do Sul e plantas esmagadoras de soja na China. “As oportunidades desse trabalho conjunto serão tremendas”, disse o CEO da Noble, Richard Elman.





















