Associação de Avicultores Angolanos pede incentivo fiscal para aumentar a produção no país.
Avicultores angolanos querem incentivo
A Associação dos Avicultores de Angola (Aavil) quer do Estado mais incentivos fiscais e financeiros, para aumentar a produção avícola no país, com vista a fazer face às necessidades do Programa de Reestruturação Sistema de Logística e Distribuição de Produtos Essenciais à População (Presild), declarou ontem (19/08), em Luanda, o presidente do grémio, Rui Santos.
Em declarações à Agênia Angola Press (Angop), visando analisar o papel do Presild no desenvolvimento da produtiva e comercial do país, o gestor referiu que a produção actual dos avicultores Luanda (num total de 20), estimada 240 mil avos/dia, é insuficiente para corresponder à demanda do mercado e do programa.
Devido ao surgimento recente do Presild, o responsável esclareceu que grande parte dos avicultores ainda não abastece as lojas do programa, por terem já estabelecido parcerias de negócios com estabelecimentos comercias mais antigos, como hotéis e outros agentes comerciais.
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“Hoje pretendemos atingir uma produção de um milhão de ovos/dia, para fazer face à procura, porque houve um aumento exponencial de consumo, pelo que tencionamos aumentar as quantidades, de modos a termos maior capacidade não apenas para abastecer os nossos tradicionais clientes, mas também o Presild”, sustentou.
Em função dessa realidade, Rui Santos manifestou a necessidade do Ministério da Agricultura, do Comércio e das instituições bancárias criarem mais incentivos financeiros aos avicultores, com vista à construção de infra-estrutura avícolas, novas fábricas de ração animal, aquisição de mais matérias primas e o aumento do efectivo avícola.
Fruto das dificuldades, indicou que um produtor precisa, em média, de cinco a 10 mil toneladas mensais de milho, para desenvolver satisfatoriamente a sua actividade, mas devido aos altos preços, os produtores conseguem apenas importar ou comprar no mercado nacional quantidades inferiores a cinco mil toneladas.
Dados da Aavil indicam que em 1998 a organização controlava 60 produtores a nível de Luanda. Com a crise instalada, o número baixou actualmente para aproximadamente 20, devido à escassez de rações.





















