Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 70,56 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,32 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 131,18 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,00 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,71 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,63 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 178,01 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 188,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 200,90 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 210,75 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 168,76 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 194,93 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,06 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,10 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.207,77 / t
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Manejo

Agrotóxicos em queda

As reduções de preços de defensivos agrícolas devem reduzir a receita do setor neste ano.

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A indústria brasileira de defensivos passou à liderança mundial do setor em 2008, superando os Estados Unidos, mas a posição não deverá ser mantida neste ano, de acordo com dados apurados pela consultoria alemã Kleffmann, especializada em agronegócio. As quedas de preços do insumo devem reduzir a receita do setor.

Em 2008, segundo a consultoria, o mercado brasileiro de defensivos movimentou US$ 7 bilhões, acima dos US$ 6,6 bilhões registrados nos EUA. A queda esperada para o Brasil é de 10%, de acordo com Lars Schobinger, presidente da Kleffmann no Brasil. Um recuo também é esperado no mercado americano, embora não na mesma intensidade.

Esse desempenho não é necessariamente uma má notícia para as indústrias, avalia ele. “As perspectivas eram bem piores. Falava-se em queda de 20%. O impacto da crise foi superestimado”, diz Schobinger. Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Defesa Vegetal (Sindag), o faturamento do setor no país em 2008 foi de US$ 7,125 bilhões.

O recuo dos preços não é fenômeno restrito ao Brasil. O custo dos defensivos tem caído desde 2008, na esteira do barateamento das commodities minerais que são matéria-prima para a fabricação do insumo – o glifosato, por exemplo, herbicida largamente utilizado na agricultura brasileira, tem o fósforo como matéria-prima básica.

Na comparação com outros países, contudo, a adoção da transgenia ainda é pequena no mercado brasileiro, o que faz com que agrotóxicos que não são adotados em outros países o sejam no Brasil – e, em consequência, levem a uma queda maior na receita. O plantio comercial de milho transgênico, por exemplo, passou a valer apenas na safra 2008/09 no país. Segundo a Kleffmann, 5% da área do milho da safra de verão foi ocupada pela variedade geneticamente modificada. Na safrinha, o número passou a 14%. Nos EUA, a fatia é superior a 90%.

A diminuição da receita não significa um encolhimento do mercado, avalia Schobinger. “Por estar localizado em uma região tropical, o Brasil tem mais desafios no controle de pragas e doenças que outros grandes mercados, como França, Japão e EUA”, diz. “O potencial de crescimento da indústria é muito grande”.

Em seu estudo sobre o avanço do uso dos defensivos nos principais mercados mundiais, a Kleffmann cruzou os dados do crescimento da produção e do volume consumido do insumo entre 2004 e 2007. Na relação entre defensivo utilizado por tonelada produzida, o crescimento no Brasil foi de apenas 1%, bastante inferior ao avanço registrado em países como Argentina (49%), China (25%) e França (28%). Entre os mercados avaliados, houve queda apenas no Japão e nos EUA.

Segundo o estudo, 80% das embalagens de agrotóxicos colocadas no mercado brasileiro são recolhidas em programas de destinação, desempenho superior ao dos alemães (60%), Austrália (50%), França (45%) e EUA (20%).

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