Investidores voltaram a sacar dinheiro de fundos conservadores e a direcioná-lo aos países emergentes.
Fundos de emergentes captaram US$ 26,5 bilhões no trimestre
Depois de uma pausa que durou uma semana, o movimento global entre os fundos de investimento recobrou a tendência que preponderou durante o segundo trimestre de 2009. De acordo com a EPFR Global, os investidores voltaram a sacar dinheiro de fundos conservadores e a direcionar parte desses recursos para fundos de ações de países emergentes durante a última semana de junho.
Ampliando a análise, os dados da consultoria mostram que, ao longo do segundo trimestre, US$ 137,5 bilhões saíram dos money market funds, que prezam liquidez e segurança, mas têm baixo retorno, e outros US$ 7,6 bilhões foram sacados dos Fundos de Ações dos Estados Unidos.
Enquanto isso, os fundos de ações emergentes receberam US$ 26,5 bilhões, fazendo deste o novo recorde de captação trimestral. O resultado supera os US$ 22,4 bilhões registrados no quatro trimestre de 2007.
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Os Fundos de Bônus dos Estados Unidos também atraíram quantia considerável de recursos entre abril e junho: foram US$ 20,2 bilhões. E os Fundos de Bônus de Alto Retorno (High Yield) ganharam outros US$ 7,7 bilhões, enquanto outras categorias de renda fixa absorveram US$ 8,4 bilhões.
Retomando a análise semanal, os fundos de ações de emergentes levantaram US$ 972 milhões no final de junho. Segundo a EPFR Global, depois do saque de US$ 1,87 bilhão na semana anterior, os agentes voltaram a se expor aos emergentes apostando nos renovados esforços da China para sustentar um crescimento econômico de 8% ao ano.
Mas os Fundos de Ações da América Latina ficaram de fora da retomada, marcando a segunda semana consecutiva com perda de recursos. No entanto, o desempenho trimestral foi significativo. A categoria levantou mais de US$ 5 bilhões entre abril e junho, sendo que a maior parte desse dinheiro veio para os Fundos de Ações do Brasil.
Na última semana de junho, o destaque se manteve com os Fundos de Ações da Ásia (ex-Japão), que concentraram grande parte do fluxo. Por isso mesmo, não é de se estranhar que a categoria tenha levantado mais de US$ 23 bilhões no trimestre.
Os Fundos de Ações da China também tiveram forte desempenho. Depois de amargar saques de US$ 311 milhões no primeiro trimestre, o grupo recebeu US$ 3,8 bilhões entre abril e junho.
Entre os países desenvolvidos, os Fundos de Ações dos EUA voltaram a perder dinheiro na semana, mas de forma pouco relevante. Já no trimestre, os saques somaram apenas US$ 2,8 bilhões, uma fração se comparado aos US$ 47,8 bilhões perdidos nos três primeiros meses do ano.
Na Europa, a falta de boas notícias em qualquer segmento da economia justificou a quinta semana consecutiva de perda de recursos. Com isso, as retiradas no trimestre passaram dos US$ 4 bilhões. Indicando como a confiança com relação à Europa piorou nos últimos três meses, o saldo da região foi negativo em apenas US$ 500 milhões no primeiro trimestre.
Destoando de seus pares, os Fundos de Ações do Japão registraram a primeira captação em oito semanas, com os investidores dando alguma importância à recente melhora na confiança dos empresários e na produção. O problema é que não há sinal concreto de crescimento na demanda por produtos japoneses.
Entre os fundos setoriais, Commodities e Energia marcaram, respectivamente, a 16ª e 12ª semana consecutiva com entrada de dinheiro novo. Já os setoriais de Finanças perderam mais de US$ 700 milhões na semana. Saques também, mas em volume modesto, atingiram os fundos de Saúde/Biotecnologia.





















