Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 71,06 / kg
Soja - Indicador PR R$ 151,68 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,14 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,78 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,98 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 152,40 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 148,07 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,52 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,54 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.456,52 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.359,38 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,14 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,54 / cx
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Insumos

Resíduos da suinocultura viram fertilizante e ajudam a sustentar a produtividade da soja

Tecnologia sustentável reduz dependência de importações e amplia eficiência do uso de fósforo no campo

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Resíduos da suinocultura viram fertilizante e ajudam a sustentar a produtividade da soja

Um fertilizante obtido a partir de resíduos da suinocultura começa a se consolidar como alternativa para reduzir a dependência brasileira de insumos fosfatados importados, que ainda representam cerca de 75% da demanda nacional. Além do apelo ambiental, a tecnologia tem mostrado desempenho consistente no campo, mantendo níveis de produtividade semelhantes aos obtidos com a adubação convencional.

Em experimentos conduzidos pela Embrapa Agrobiologia, o produto foi capaz de suprir até 50% da necessidade de fósforo em lavouras de soja, com produtividade de 3.500 quilos por hectare — patamar próximo da média nacional de 2025, estimada em 3.560 kg/ha. O resultado está associado à liberação gradual dos nutrientes, o que favorece o aproveitamento do fósforo em solos tropicais, onde esse elemento costuma ser rapidamente retido.

Produzido a partir da recuperação de nutrientes presentes em dejetos animais, o insumo transforma um passivo ambiental em um produto agrícola de valor agregado. A tecnologia também contribui para reduzir riscos de contaminação do solo e da água, ao retirar o excesso de nutrientes antes da aplicação no campo, especialmente em regiões com alta concentração da produção suinícola.

Estimativas da Embrapa indicam que propriedades com mais de 5 mil animais podem gerar cerca de 340 mil toneladas anuais desse fertilizante no Brasil, reforçando o potencial de escala da solução. Além do uso direto, pesquisadores avançam no desenvolvimento de formulações organominerais, que combinam nutrientes minerais e matéria orgânica. Em testes iniciais, essas formulações apresentaram difusão de fósforo até 50% superior nos primeiros 28 dias em comparação ao material na forma granulada.

Apesar de já ser amplamente utilizado em outros países, com dezenas de unidades produtivas em operação, o fertilizante ainda é pouco estudado no Brasil, sobretudo em condições de solos ácidos e com alta capacidade de fixação de fósforo. Esse cenário aponta para a necessidade de ampliar a base científica nacional sobre o tema.

A adoção da tecnologia está alinhada ao Plano Nacional de Fertilizantes, que busca estimular a produção interna e o uso de fontes alternativas. Em um contexto de recursos minerais finitos e forte dependência externa, o aproveitamento de nutrientes presentes em resíduos agropecuários surge como uma estratégia para fortalecer a autonomia do país e aumentar a eficiência da produção agrícola.

Fonte: Embrapa

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