A crise financeira mundial, que fez despencar os preços das commodities, aliada aos altos custos de produção, indicam a tendência de queda de produção.
Entusiasmo de 2008 dá lugar ao pé no freio
Redação (11/12/2008)- O clima de entusiasmo e expectativa positiva que marcou o período de plantio da safra passada não se repete no período 2008/2009. A crise financeira mundial, que fez despencar os preços das commodities, aliada aos altos custos de produção, indicam a tendência de queda de produção para o atual período agrícola.
O clima de entusiasmo e expectativa positiva que marcou o período de plantio da safra passada não se repete no período 2008/2009. A crise financeira mundial, que fez despencar os preços das commodities, aliada aos altos custos de produção, indicam a tendência de queda de produção para o atual período agrícola. A diminuição de tecnologia aplicada nas lavouras, em função do aumento dos preços dos fertilizantes, também faz aumentar a incerteza quanto à produtividade. Ao analisar 2008 e fazer perspectivas para o próximo ano, o presidente da Farsul, Carlos Sperotto, previu que 2009 será um ano com nova queda na produção no Rio Grande do Sul. Ele estima que das 23 milhões de toneladas de grãos previstas para o Estado, a redução será entre 3% e 4%.
A previsão divulgada ontem pela Farsul dá conta de que a produção nacional de grãos, cereais e oleaginosas, que em 2008 atingiu 145,7 milhões de toneladas, superando em 9,47% a safra de 2007, terá queda de 3,8% em 2009, chegando a 142,2 milhões de toneladas.
Apesar do cenário, Sperotto se mantém otimista e acrescentou que a crise é de todos os segmentos – a única diferença é que o campo já está acostumado com turbulências. "A crise nos pega com o lombo curtido", afirmou.
Conforme a projeção da Farsul, os impactos da crise deverão ser sentidos de forma mais contundente a partir do próximo ano, quando a queda da demanda global se fará mais presente, e o desemprego nos Estados Unidos e na Europa impactarem de forma mais acentuada o consumo de alimentos.
O dirigente ressaltou que o setor agropecuário está temeroso também no que diz respeito ao endividamento dos produtores, que ao arrolar os valores devidos, acumulam passivos e diminuem a capacidade de pagamento. Soma-se a isso a dificuldade de acesso ao crédito dos bancos.
Sperotto destacou, entre os projetos da Farsul para 2009, a criação de um programa de armazenagem que possa ser realizado pelos próprios produtores, eliminando atravessadores. "Queremos viabilizar a negociação direto com os navios", diz. A idéia também é proporcionar aos agricultores a chance de armazenar pelo tempo que quiserem, para negociar em momentos oportunos em termos de valores. Para isso, a entidade está negociando com o Bndes uma linha de crédito especial para armazenagem, com três anos de carência.





















