Como na realidade, mais de 50% do território já está ocupado, configura-se um enorme divórcio entre a legitimidade e a legalidade do uso das terras.
Apenas 25% do país seria passível de ocupação agrícola, aponta pesquisador
Redação (10/12/2008)- O chefe-geral da Embrapa Monitoramento por Satélite, Evaristo Eduardo de Miranda, aborda em sua palestra “O alcance territorial da legislação ambiental. Implicações para a agricultura de MS” a pesquisa realizada pela instituição de pesquisa que aponta que apenas 25% do país seria passível de ocupação agrícola. Conforme Miranda coloca em sua pesquisa, cerca de 75% do território está legalmente destinado a minorias e a proteção e preservação ambiental. “Como na realidade, mais de 50% do território já está ocupado, configura-se um enorme divórcio entre a legitimidade e a legalidade do uso das terras e muitos conflitos”, aponta em seu artigo.
A palestra acontece nesta terça-feira (9), a partir das 19h30, no auditório da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (FAMASUL) e é gratuita. O evento faz parte do ciclo de palestras promovido pela entidade em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Administração Regional de MS (SENAR/MS) que aborda questões ambientais e como a crise econômica mundial afetará o agronegócio.
O chefe-geral da Embrapa Monitoramento por Satélite graduou-se pelo "Institut Supérieur d`Agriculture Rhône Alpes", de Lyon, França. Tem Mestrado e Doutorado em Ecologia pela "Université des Sciences et Techniques du Languedoc", de Montpellier, França e uma centena de trabalhos técnicos e científicos publicados no Brasil e exterior. É membro da "Societé d`Ecologie" da França e da "Ecological Society of America". É professor-orientador, credenciado em mestrados da USP e da UNICAMP. É membro da Diretoria do Instituto Ciência e Fé. É consultor técnico-científico da Agência Estado e EPTV/Globo.
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Em sua carreira profissional tem trabalhado com a problemática do desenvolvimento rural, buscando conciliar propostas de proteção ambiental com produção agrícola. Na adequação das propostas dos projetos com a realidade rural, tem utilizado técnicas e procedimentos modernos como o sensoriamento remoto, os sistemas de informação geográfica e a informatização das operações de coleta e tratamento das informações, atuando na avaliação e monitoramento de programas de desenvolvimento e proteção ambiental. Foi consultor da ONU na Conferência Mundial sobre Meio Ambiente, a Rio-92, e presta assessoria para organismos como FAPESP, FAO, UNESCO, Banco Mundial, OEA e outras entidades nacionais e internacionais de fomento à pesquisa. Publica regularmente artigos em diversas revistas e jornais, e é autor de mais de uma dezena de livros. Na Embrapa Monitoramento por Satélite foi supervisor da Área de Comunicação e Negócios, coordenando diversos projetos de pesquisa e gerenciando contratos nacionais e internacionais. Atualmente, é o Chefe Geral da Unidade.





















