ABIPECS quer o fim da discriminação no mercado russo da carne suína nacional.
Mercado complicado
Redação (21/11/2008)- A Rússia, maior mercado para a carne suína brasileira, está renegociando os termos de seu ingresso na Organização Mundial do Comércio (OMC). O assunto estará em pauta a partir desta sexta-feira (dia 21 de novembro), durante visita ao Brasil do ministro russo da Agricultura, Alexey Gordeev, e do presidente do país, Dimitri Medvedev.
A Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (ABIPECS) está acompanhando de perto as negociações entre as autoridades brasileiras e russas relacionadas à acessão da Rússia na OMC e à questão das cotas para a carne suína naquele mercado.
O presidente da ABIPECS, Pedro de Camargo Neto, diz que a posição do setor, que o governo brasileiro apóia, tem sido a de "defender que a Rússia passe a administrar as cotas sem privilegiar este ou aquele país. Deixaria, portanto, de existir cota para os EUA e cota para a União Européia (UE). O montante total de cotas seria distribuído dentro do que no jargão OMC se chama "nação mais favorecida", isto é, com base na melhor oferta".
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Camargo Neto comenta também que a distribuição das cotas atuais representa o comércio de uma década atrás. "Os EUA têm a maior parte das cotas de aves e a União Européia, a maior parte das cotas de carne suína", afirma. Não se sabe ainda se o governo russo reduzirá as cotas e aumentará a tarifa extra-cota para proteger os produtores do país.
O Brasil vai insistir para que o montante de cotas seja distribuído por igual e, assim, quem for mais competitivo, venderá mais.





















