Os países afirmam que é necessário observar o uso adequado dos recursos do fundo e do Bird.
G-20 quer reforma e fortalecimento do FMI
Redação (10/11/2008)- A reunião do G-20, grupo das 20 maiores economias do mundo, terminou ontem em São Paulo com proposta de reforma e fortalecimento de instituições como Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial (Bird), além da criação de um órgão "supervisor dos supervisores" dos mercados financeiros. Este último foi sugestão do governo brasileiro, que será levada ao encontro dos chefes de estado do G-20, previsto para o dia 15, em Washington, nos EUA. Um documento de cinco páginas elenca as medidas, que incluem a reforma dos organismos criados em Bretton Woods e a defesa, pela primeira vez, de injeção de mais recursos no FMI e no Bird.
Os países afirmam que é necessário observar o uso adequado dos recursos dessas instituições e estar preparado para aumentar a capacidade de funding dos organismos. No comunicado, o G-20 defende o uso de recursos do fundo monetário para promover a ajuda emergencial aos países em dificuldades e criação de novos mecanismos para ampliar a liquidez no curto prazo. O documento, divulgado pelos ministros e presidentes de bancos centrais, aponta que a atual crise foi provocada, em grande parte, pelo "excesso de risco e falhas nas práticas de gestão de risco nos mercados financeiros e por deficiências nas regras e supervisão dos sistemas financeiros". Ante esse diagnóstico, foi reforçada a necessidade de se reduzir a volatilidade do mercado financeiro global e restaurar o funcionamento do crédito nos países emergentes e avançados.
O grupo destacou que a queda dos preços das commodities diminui a pressão inflacionária. Essa conjuntura permite que alguns bancos centrais adotem uma política monetária mais expansiva, avaliou o documento. Já a depreciação cambial, registrada nos países emergentes, gera pressões que podem ser mais persistentes. Ante essa situação, o G-20 recomenda que autoridades monetárias dessas nações permaneçam cuidadosas com a questão.
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O documento reforçou a determinação de que sejam adotados todos os passos necessários para assegurar um crescimento não-inflacionário, mantendo a estabilidade e a sustentabilidade de acordo com as necessidades e instrumentos disponíveis nos respectivos países, incluindo política fiscal e monetária. O encontro fez convocação para que todos os governos resistam em implementar medidas protecionistas e reiterou apoio à conclusão das negociações na Rodada Doha. Entre os aspectos mais deletérios da crise, a reunião indicou o congelamento do crédito privado e do mercado de equity e a tendência da volta do fluxo de capital para o local onde a crise foi originada. O documento ressaltou que as políticas fiscais são um instrumento importante para minimizar a atual crise.
Os países do G-20 reconheceram que muitos países podem ser afetados pela volatilidade dos preços das commodities e pela mudança no sentimento dos investidores. Por isso, concordam com políticas de manutenção de fluxos oficiais para esses países.
O diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, afirmou que a instituição poderia monitorar a adoção de tais políticas, além de oferecer apoio fiscal. A ação coordenada em políticas fiscais certamente é muito mais eficiente do que ações adotadas por diferentes países individualmente, justificou.





















