A partir da crise, as empresas irão aprender a competir no futuro. E precisam apostar nisso.
GE prevê um novo mundo em 2009
Redação (07/11/2008)- Para o CEO da General Electric(GE), Jeffrey Immelt, daqui para frente, tudo será diferente. "Essa crise econômica não representa um ciclo, mas uma reorganização", afirmou. Em um período de seis a nove meses, segundo estima, as noções de poder e riqueza das nações "vão mudar muito".
Figura freqüente nas listas de melhores CEOs do mundo, Immelt acredita que aqueles que não entenderem o atual momento de "reorganização emocional, social e econômica" têm poucas chances de ver seus negócios vingarem no futuro. E o futuro, para ele, vai proporcionar mais condições de competitividade para negócios nas áreas de energia, saúde, educação e serviços financeiros que promovam a inovação.
Ao falar ontem em Nova York para os executivos que participam da Conferência BSR – Business Social Responsibility, encontro anual sobre responsabilidade social corporativa, Immelt previu também uma revisão significativa das relações entre o governo e o mundo corporativo.
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Ao longo de duas décadas, de 1980 a 2000, houve pouca interação entre esses dois setores. Mas agora, a tendência é que a colaboração cresça e ajude a fazer frente a problemas de grande porte, como o acesso a saúde. De forma complementar, a crise financeira aponta para um ambiente de maior regulação.
O momento aponta também para a valorização da transparência, da prestação de contas e da responsabilidade das companhias. "O quadro é muito diferente do que era há seis meses". Há um semestre, por exemplo, Immelt identificava um certo "descolamento" de algumas economias, como as da China e da Índia. Mas hoje, tanto pelo impacto da crise financeira como por conta da vulnerabilidade em relação a recursos naturais, ele não vê perspectivas que não sejam globais na gestão de negócios.
Uma das tarefas que o CEO da General Electric considera essencial no curto prazo é quase uma reedição do slogan da campanha eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva para seu primeiro mandato: "transformação do medo em esperança". A partir da crise, as empresas irão aprender a competir no futuro. E precisam apostar nisso.
O comprometimento dos negócios com sua competitividade e lucratividade, segundo Immelt, transparece em uma "dedicação de longo prazo". Paraele, no caso da GE, isso se traduz atualmente em, por exemplo, o compromisso de manter investimentos de US$ 6 bilhões em pesquisa e desenvolvimento na recessão (sendo US$ 4 bilhões especificamente para tecnologia), continuidade no processo de globalização, e apoio à inovação e aos consumidores.
À frente de um negócio global e multifacetado que envolve 327 mil funcionários e somou US$ 173 bilhões de faturamento no último exercício, Immelt orgulha-se do rating AAA da companhia. E trabalha alinhado a seus discursos. Em julho a GE anunciou uma reestruturação de seus negócios para manter o foco no crescimento. A nova estrutura vai reduzir o número de unidades de negócios de seis para quatro, preservando as de tecnologia, infra-estrutura, de energia e a GE Capital. A NBC Universal segue sem mudanças.
O executivo diz que agora, mais do que nunca, é hora de pensar grande, abrir fronteiras e expandir a visão. Como dez entre dez gurus da gestão corporativa, Immelt vê na crise a oportunidade. Para ele, os americanos acharam em sua visão de história econômica – a dos "os fazendeiros que se transformaram em industriais e que migraram para a área de serviços" – um explicação convincente para várias condutas e erros. Hoje, não há espaço para isso: é preciso olhar para fora, para a inovação e para as pessoas.





















