Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 69,81 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 155,11 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,84 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,36 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 4,89 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 4,88 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 132,22 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 142,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 123,84 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.539,43 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.432,54 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 154,50 / cx
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Benefícios iguais

Indústria de suplementação mineral quer isenção de 9,2% do PIS/COFINS sobre o setor. Agricultura já obteve o benefício.

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Redação (09/10/2008)- O explosivo aumento da demanda global pela indústria de fertilizantes, devido à maior procura por grãos para alimentação humana e produção de biocombustíveis, levou os fornecedores de ácido fosfórico – matéria-prima essencial para fabricação do insumo – a endureceram as negociações com os grandes consumidores mundiais, pressionando por melhores preços. Além disso, verificou-se nos últimos meses elevação considerável do consumo dessas matérias-primas também na China. Resultado: os preços internacionais do ácido fosfórico atingiram cotações inimagináveis, pressionando, inclusive, outros segmentos consumidores, como a nutrição animal.

Não bastasse essa situação global, a cadeia da suplementação mineral convive com elevado volume de impostos cobrados pelo governo brasileiro e, o pior, tem tratamento desigual em relação à agricultura. Essa situação também contribui para pressionar os preços dos insumos essenciais, como o ácido fosfórico e o fosfato bicálcico.

No final de agosto, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) adicionou o ácido fosfórico à lista de exceção à Tarifa Externa Comum (TEC), reduzindo de 4% para 0% o Imposto de Importação (II) dessa matéria-prima.  Já no caso do Fosfato Bicálcio, a alíquota foi reduzida de 10% para 0%.

Nesse cenário tenso e complexo, Fernando Cardoso Filho, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Suplementos Minerais, enaltece a iniciativa de isentar as indústrias de suplementação mineral e nutrição animal de tarifas de importação tanto para o ácido fosfórico quanto para o fosfato bicálcico, “que evita o encarecimento ainda maior dos produtos oferecidos para os produtores rurais do país”. No entanto, o dirigente pede mais: “Esperamos que o governo também isente as indústrias de suplementação mineral do PIS/COFINS, tributo hoje não cobrado das indústrias de fertilizantes”, ressalta Cardoso.

Explica-se: As indústrias que atuam no mercado agrícola contam com isenção fiscal de impostos, como o PIS/COFINS, sendo cobrado 9,2% apenas das empresas de suplementação mineral. “Queremos sensibilizar as autoridades brasileiras para essa questão tributária. A isenção do PIS/COFINS da nutrição animal beneficiará, e muito, a produção animal e, por extensão, os próprios consumidores finais de carnes, ovos e leite”, sentencia  Fernando Cardoso Filho.

O presidente da Asbram lembra que apenas 6% do fósforo produzido no mundo (base da obtenção do ácido fosfórico) é destinado às indústrias de nutrição animal, 4% para outros fins e 90% ao mercado de fertilizantes, que está superaquecido. Além disso, o Brasil não possui enxofre, outra matéria-prima essencial no processo de produção de fosfato bicálcico, em quantidade suficiente para abastecer as indústrias instaladas no país. “Porém, há no Brasil jazidas de fosfato natural bruto, que precisam ser exploradas para garantir menor dependência de países, como Marrocos, Canadá, Estados Unidos e Rússia”, ressalta. 

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