As inscrições vão até o dia 06 de outubro de 2008, e podem ser feitas pela internet.
Embrapa, FGV e Esalq abrem inscrições para mestrado em agroenergia
Redação (25/09/2008)- A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) abrem, para o ano letivo de 2009, as matrículas para o mestrado profissional em Agroenergia.
Segundo a Embrapa, o mestrado é destinado a profissionais com experiência de trabalho que buscam aprimorar e aprofundar seus conhecimentos para gerir com competência o sistema de produção da energia da biomassa, além de qualificar-se para a administração de empresas ligadas à agroenergia. Podem se candidatar graduados nas áreas de engenharia agronômica, economia e administração. A idéia é desenvolver habilidades nas áreas de gestão econômica, tecnologia agrícola e processos de produção de agroenergia.
O programa do curso foi elaborado pelas três instituições e cada uma vai se responsabilizar por uma área. Na prática, a parceria funcionará da seguinte forma: a FGV ficará responsável pelas disciplinas na área de "Gestão Econômica e Financeira da Agroenergia", a Esalq cuidará da área de "Tecnologia de Produção Agrícola e Mercado", já a Embrapa se encarregará da área "Princípios, Ferramentas e Processos de Agroenergia". As aulas ocorrerão nas três entidades. O curso conta com um corpo docente de alto nível, todos com doutorado e PhD das três entidades e tem a coordenação academica ocupada pelo Prof. Dr. Roberto Perosa.
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Seleção- O processo de seleção tem três fases: análise de currículo analise do projeto de dissertação e as entrevistas. Todos os candidatos deverão ter uma graduação reconhecida pelo MEC e proficiência em inglês.
As inscrições vão até o dia 06 de outubro de 2008, e podem ser feitas pela internet, no site www.eesp.fgv.br.
Histórico – A idéia de criar um mestrado em agroenergia, o primeiro do mundo, avançou em novembro de 2006 com a criação do Centro de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGV), sob a coordenação do ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues. Em março de 2007 a proposta foi encaminhada ao Ministério da Educação (MEC) e a aprovação foi recebida em setembro. O curso teve início em janeiro de 2008 e as matrículas para o próximo ano já estão abertas.
De acordo com Roberto Rodrigues, a importância da iniciativa pode ser avaliada pela realidade atual do setor de agroenergia no Brasil e no mundo. Hoje existem cerca de 350 usinas de açúcar e álcool no país, e estão sendo criadas cerca de 60 novas unidades. Na área do biodiesel, há também um número grande de empreendimentos sendo preparados para implantação.
O Brasil tem se destacado na área de energia renovável e tem sido protagonista nas discussões internacionais sobre biocombustíveis, mas outros países também estão atentos a capacidade do combustível verde. "No plano internacional, há hoje uma forte demanda apresentada à FGV para a criação de cursos semelhantes que possam atender a profissionais de outros países, especialmente da América Central", afirma.
No futuro, Rodrigues acredita que haverá dois tipos de necessidades. A primeira será a formação de profissionais que possam atender a procura originada nas iniciativas de novas empresas produtoras de etanol na América Central e em outras regiões, o que, provavelmente, irá gerar a criação de cursos menores, com redução do foco para os temas mais específicos do que um mestrado. Já a segunda necessidade será a formação de futuros professores em outros países. "Nesse último caso, seria necessário desenvolver um curso de mestrado adaptado à realidade dos participantes estrangeiros. Se for um curso no Brasil, não poderá ser do estilo "profissionalizante", desenhado para quem pretende seguir o curso sem deixar de trabalhar, ao contrário, deverá ser em tempo integral", avalia.
Atendimento e informações:
Telefones: (11) 3281-3491 das 10:30h às 19:30h (seg, ter, qua, sex) e das 12h às 21h (qui) ou (11) 3281-3645 (GVAgro)
E-mail: mestradoprofissional@fgv.br
– Texto com informações do portal FGV-EESP e jornal "O Dia"





















