A média de salários no campo, para o trabalhador rural, ainda é muito baixa.
Ainda falta pessoal qualificado no campo
Redação (26/05/2008)- O que antes era vantagem no Ceará, hoje está se tornando um fator limitante ao crescimento da fruticultura irrigada: a mão-de-obra. Tanto que os produtores estão trazendo trabalhadores do Rio Grande do Norte e de outros estados para atuar no lado cearense da Chapada do Apodi e demais áreas. ´Na agricultura, cada cultivo é diferente. E a destinação final do produto — se é para exportação ou para o mercado interno — também influencia no nível de exigências em relação à mão-de-obra´, resume o agrônomo José Aldair Gomes Costa, gerente da Frutacor.
Segundo Costa, em função do incremento da atividade no Nordeste, o custo de contratação de pessoal tem-se elevado. ´A demanda por trabalhadores está acima da quantidade e da qualidade exigidas´. Para a produção de banana nas fazendas da Frutacor no Distrito de Irrigação Jaguaribe-Apodi, a empresa está trazendo gente do Maciço de Baturité.
Menos mal. No caso da banana para o mercado internacional, o pessoal vem do Rio Grande do Norte. Segundo Bernardo Ehle, gerente da Banesa, ou o agricultor é acostumado a trabalhar com banana para o mercado doméstico, que é totalmente diferente do manejo da fruta para exportação, ou só havia cultivado melão, milho, feijão e outros itens.
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Marcelo Gadelha, um dos proprietários da Nolem, reforça que o melão é uma fruta com tratos bem específicos. ´Quando a gente contrata um trabalhador no Ceará, sabe que vai ter de treiná-lo´. Aldair Costa emenda que essa dificuldade acontece porque o trabalhador rural cearense era ligado ao extrativismo vegetal ou à produção na agricultura familiar.
Na Agrícola Famosa, a média de idade dos trabalhadores rurais é de 35 anos. ´Há gente bem mais nova e bem mais velha também´, completa o técnico agrícola Clebson Pereira da Silva. Entre os mais jovens está José Welington Santos de Lima, 24 anos, que já havia trabalhado na fazenda e voltou em junho último. ´O trabalho é bom´, diz o rapaz, que é de pouca conversa.
A média de salários no campo, para o trabalhador rural, ainda é muito baixa. Chega a 1,5 salários-mínimos, segundo um produtor. ´Quem ganha um pouco mais é o funcionário da pós-colheita´, comenta. Os empresários afirmam que os encargos trabalhistas elevados desestimulam maior número de contratações.





















