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Falta mão-de-obra no campo e na agroindústria paranaense

O cenário de escassez está provocando uma disputa por trabalhadores entre a agroindústria e a atividade primária.

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Redação (15/07/2008)- Há falta de mão-de-obra no campo e na agroindústria do Paraná, principalmente a que exige operações mais especializadas, como pilotar modernas colheitadeiras e tratores ou que trabalhem no setores de mecânica e manutenção das plantas industriais das cooperativas do estado. Uma das maiores cooperativas do Paraná, a Cocamar, de Maringá, inclusive está utilizando mulheres na limpeza dos vagões ferroviários que levam seus produtos com destino ao porto de Paranaguá, profissão antes exclusivamente masculina. O cenário de escassez de mão-de-obra qualificada está provocando uma disputa por trabalhadores entre a agroindústria e a atividade primária. A briga motiva até o pagamento de salários maiores para os trabalhadores rurais permanecerem no campo.

Segundo a área de desenvolvimento humano da cooperativa, eletricistas e mecânicos hoje são uma raridade tão grande na cidade que a Cocamar resolveu implantar um centro de treinamento para adolescentes a fim de formar seu próprio quadro de pessoal na área.

A C. Vale, cooperativa de Palotina, no Oeste paranaense, segundo seu gerente industrial, Reni Eduardo Girardi, "tem de buscar trabalhadores em um raio de 100 quilômetros da planta da indústria de abate de aves para contornar a falta de pessoal". A C. Vale emprega 3.200 funcionários na área de abate e traz pelo menos dois mil de outras cidades distantes.

"Os trabalhadores quase sempre chegam à empresa bastante cansados depois de quase duas horas de viagem. Com esse esforço, logicamente a produtividade não é boa mas não temos alternativa diante dessa escassez de mão-de-obra", explicou o gerente-industrial da cooperativa.

Segundo o dirigente da C. Vale, um dos principais motivos da ausência de trabalhadores mais qualificados para as operações industriais na região é o fato de eles estarem optando por trabalhar na colheita das safras de verão e de inverno.

Diante da demanda aquecida também por trabalhadores rurais para participar da colheita do milho safrinha, que começou nesta semana e do trigo, prevista para começar em meados de agosto, há uma disputa acirrada, com pagamento de salários mais elevados que os oferecidos pela agroindústria.
Embora não sejam oferecidos empregos com a segurança da carteira assinada ou com relativa estabilidade, os salários acabam sendo bem elevados mais num período de tempo menor.

"Nosso salário médio é R$ 600,00 e eles estão optando em não ter emprego fixo e ter maior tempo de descanso", diz Reni Eduardo Girardi. Segundo ele, a cooperativa está deixando de agregar maior valor a sua produção de aves porque não há trabalhadores especializados: "poderíamos exportar cortes de frango mas estamos enviando frangos inteiros porque não conseguimos produzir", diz.
Em Maringá, segundo informação de dirigentes da Cocamar, o crescimento da cidade está acelerado e a competição por mão-de-obra também se dá também com as atividades urbanas. O setor imobiliário de Maringá vem se desenvolvendo de modo acentuado e está retirando os trabalhadores da indústria e os levando para trabalhar na construção civil. Da mesma forma como ocorre com a C. Vale, a cooperativa também está recorrendo à mão-de-obra existente em pequenas cidades em um raio de 30 quilômetros para suprir seus quadros.

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