Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,51 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,90 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,44 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,33 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,92 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,10 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,47 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,53 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,57 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,03 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,62 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,33 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.504,29 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.357,21 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Bioenergia vai afetar os países produtores de frango

O uso do milho para a produção de biocombustível tem provocado uma certa apreensão no setor que produz grãos para alimentação animal, segundo Bryan Fancher, do Grupo Aviagen.

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Redação AI (06/07/08) –   "O impacto da produção de biocombustíveis será sentida pelos segmentos econômicos ligados à produção animal nos próximos anos, com diminuição da oferta de milho para a produção de ração e provável redução de lucros no comércio de aves", alertou Bryan Fancher, Ph.D. em Nutrição Animal e vice-presidente de Serviços Técnicos do Grupo Aviagen, durante recente encontro com profissionais brasileiros da área de nutrição.

"Observamos uma tendência de diminuição do fornecimento do milho e outros cereais para a indústria de ração e aumento de sua oferta para a indústria de combustíveis", diz ele. A projeção se deve a valorização do milho usado como matéria-prima na produção do etanol, tornando-o menos lucrativo para processamento na fabricação de ração, o que leva à conclusão de que a produção de aves será afetada de maneira negativa. Para Bryan, "o milho será um dos grandes motores para a produção de etanol, gerando alta nos preços e volatilidade no mercado".  Algumas companhias americanas já estão trabalhando para produzir um tipo de biocombustível usando gorduras animais (de aves e suínos), mas ainda há muitas dificuldades a serem superadas.

Desde 2004 os Estados Unidos tem incentivado, por meio de políticas e subsídios aprovados pelo Congresso, a produção de biocombustíveis, principalmente do etanol celulósico.  Segundo Bryan, esses combustíveis são considerados competitivos economicamente, além de contribuírem para o aumento de empregos, a redução da poluição ambiental e ganho energético dos motores.  Uma amostra do potencial de crescimento do setor é o número de biorefinarias instaladas nos EUA: 54 em 2005 e 110 no ano passado, concentradas nas principais regiões produtoras de milho. No ano passado, cerca de 17% da área total de milho cultivada nos Estados Unidos (que é responsável por 41% da produção mundial) já foi direcionada para a fabricação de etanol e a estimativa é que, dentro de dois anos, 35% da produção americana seja consumida por este segmento.

Os dois principais biocombustíveis com perspectiva de grande crescimento são o etanol (fabricado a partir da cana e do milho) e o biodiesel (de soja e canola). As novas tecnologias de extração produzem alguns subprodutos que podem ser usados nas indústrias de ração. Um deles é a glicerina, considerada boa fonte de energia com importante contribuição para a formação da carcaça. Mas Bryan ressalta que as indústrias de ração devem analisar com critério a composição dos subprodutos e, no caso da glicerina, usar no máximo até 5% do total da dieta da ave.

 

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