Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,77 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,82 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,55 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,88 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,54 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,78 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,76 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,76 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.489,65 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.358,79 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 151,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,05 / cx
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Grãos

Preços do milho recuam com afastamento de compradores, mas retenção de oferta evita baixas mais severas

Indústrias recorrem a estoques adquiridos anteriormente, enquanto produtores se dividem entre a reta final da safrinha, o plantio da safra de verão e os alertas climáticos

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Preços do milho recuam com afastamento de compradores, mas retenção de oferta evita baixas mais severas
Após semanas de sustentação em patamares elevados, as cotações do milho voltaram a registrar recuo em parte das regiões monitoradas pelo Cepea. A perda de força dos preços decorre da postura passiva dos compradores, que se afastaram das novas negociações no mercado físico por estarem abastecidos no curto prazo. No entanto, a intensidade da queda foi amortecida pela retração contínua dos produtores, que mantêm a oferta restrita enquanto priorizam os trabalhos de campo.
Esta semana (14/09): Demanda enfraquecida pressiona cotações no spot
O fato da semana: As cotações do milho voltaram a cair em diversas praças acompanhadas pelo Cepea devido ao recuo da ponta compradora, que considera os lotes adquiridos anteriormente suficientes para atender às necessidades imediatas.
  • Pausa nas compras: O afastamento das indústrias e consumidores finais reduziu a liquidez do mercado disponível, forçando ajustes negativos pontuais.
  • Resistência na oferta: A postura defensiva dos agricultores impede baixas mais expressivas. Os vendedores seguem retendo lotes, atentos à paridade de exportação elevada e ao clima nos próximos meses.
  • Foco nas operações agrícolas: A prioridade dos produtores migrou para o trabalho no campo, dividida entre a consolidação da colheita da segunda safra 2025/26 e a semeadura da safra de verão 2026/27.
Semana anterior (08/09): Preços elevados e aposta na necessidade de caixa do produtor
Na semana anterior, o mercado ainda operava em tom de valorização sustentada, impulsionado pela postura firme da ponta vendedora:
  • Vendedores retraídos: Preocupações com o impacto do El Niño e a firmeza dos preços internacionais mantinham os produtores afastados do mercado disponível.
  • Estratégia dos compradores: Para não ceder às pedidas mais altas, a indústria recorria aos contratos antecipados, apostando que o vencimento de dívidas e armazéns cheios forçariam os produtores a vender.
  • Arrancada do plantio no Sul: O plantio da safra de verão 2026/27 dava os primeiros passos no Rio Grande do Sul, com projeção de ampliação de área dedicada ao milho para diversificação de risco frente à soja.
Comparativo direto: A evolução do mercado de milho
Frente de AnáliseSemana Anterior (08/09)Esta Semana (14/09) — Destaque
Comportamento dos PreçosSustentação em patamares elevadosRecuo pontual em parte das praças brasileiras
Postura da DemandaCautela e consumo de contratos antecipadosAfastamento do spot; compras anteriores cobrem o curto prazo
Atitude do ProdutorRetração vendedora atrelada ao exterior e El NiñoOferta segue enxuta, mas com foco total nos trabalhos de campo
Foco OperacionalInício do plantio da safra de verão no SulFinalização da safrinha 25/26 e avanço do plantio da safra 26/27
A mudança de ritmo nos preços reflete o sucesso temporário da estratégia da indústria em queimar estoques e contratos antigos para conter a escalada das cotações. No entanto, com a ponta vendedora capitalizada e concentrada na implantação da safra de verão 2026/27, o ritmo de liberações de novos lotes deve continuar dosado, mantendo o mercado físico em um ambiente de liquidez restrita.
Da Redação, com informações do Cepea
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