Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,27 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 146,69 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 152,41 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,48 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,02 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 129,09 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 131,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 141,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 143,17 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 121,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,27 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,33 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,21 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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Polêmica sobre milho parece longe do fim

Pressionados por organizações não-governamentais ambientalistas, a Anvisa e o Ibama pediram a anulação da decisão da CTNBio, que liberou a comercialização do milho transgênico “Liberty Link”, da multinacional Bayer CropScience.

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Redação (06/08/07) – O recurso administrativo ao Conselho Nacional de Biossegurança (CNBS, composto por 11 ministros de Estado), deve ser analisado assim que a Secretaria-Executiva do colegiado, convocar a reunião para avaliar a decisão da CTNBio, como previsto na nova Lei de Biossegurança. Por ordem da Justiça Federal do Paraná, a liberação do milho transgênico está suspensa até que a CTNBio crie regras de monitoramento pós-colheita e de coexistência com outros tipos de milho convencionais. 

Em documento enviado à Casa Civil, o Ibama alerta sobre os "graves impactos" à saúde e ao meio ambiente que podem ser gerados pelo produto. Os técnicos do Ibama apontam, em consonância com a decisão da Justiça, a falta de normas específicas para a avaliação de risco e de planos para a coexistência, além de alegar irregularidades processuais e a ausência de estudos de impacto ambiental realizados no país e de avaliações de risco sobre o novo produto da Bayer. 

A preocupação dos ambientalistas recai sobre o fato de o milho ter a polinização cruzada (o pólen de uma planta fertiliza a outra, só assim é possível o desenvolvimento de espigas). Como o pólen é levado pelo vento, é necessário definir um raio de distância entre a plantação transgênica e a convencional para evitar a polinização cruzada e a conseqüente contaminação de uma lavoura pela outra. O Ibama também sugere que a CTNBio rejeite processos em língua estrangeira, evite a "equivalência substancial" como critério único, leve em conta o princípio da precaução, inclua regras de coexistência e de monitoramento no parecer, exija a avaliação de riscos no Brasil e evite sigilo na avaliação de transgênicos comerciais. 

A Anvisa também enviou um documento contrário à liberação do milho transgênico, no qual afirma que o parecer técnico emitido pela CTNBio contém "estudos inadequados e insuficientes" para garantir a segurança alimentar do produto e para determinar os "riscos à saúde pública" do organismo geneticamente modificado. O órgão também indica irregularidades no processo, como a "insuficiência ou inexistência" de estudos toxicológicos ou de alergenicidade para comprovar a segurança do milho para o consumo humano. E afirma que a empresa deve esclarecer os efeitos do consumo do "Liberty Link" para a saúde humana, sobretudo em casos de amamentação. A preocupação recai principalmente sobre a presença da enzima PAT, contida no milho transgênico. 

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