Decidido a reformular o comando e a forma de atuação da Secretaria de Defesa Agropecuária, o ministro Reinhold Stephanes enfrentará hoje a pressão dos secretários estaduais de Agricultura pela radicalização das mudanças e a recomposição do orçamento à área.
Secretários pressionam Stephanes
Redação (03/04/07) – A defesa sofreu um bloqueio de 52% sobre os R$ 265 milhões aprovados em lei pelo Congresso. Sobraram apenas R$ 127,4 milhões.
Reunidos no Fórum de Secretários Estaduais de Agricultura, os dirigentes acusam uma "discriminação" do governo federal com alguns Estados e pedem "tratamento técnico" para temas relacionados à defesa agropecuária. O secretário paulista João de Almeida Sampaio cobrará decisão sobre a reabertura do mercado da Europa a São Paulo. "Não entendemos porque o ministério não pediu à Europa e ao Chile a reabilitação do status [sanitário] de São Paulo ou de Minas de forma separada da zona livre [de febre aftosa]". Para ele, a SDA permitiu a liberação de Mato Grosso e Goiás, que fazem parte da mesma área com São Paulo e Minas. "Por que estão livres se a divisa deles lá com Mato Grosso do Sul é seca e tem extensão cinco vezes maior que a nossa? A SDA tratou o tema de forma política, num processo de auto-defesa. Adotou uma atitude fácil. Deixou tudo fechado e não se comprometeu".
Coordenador da reunião, o secretário mineiro Gilman Viana diz que Brasília "precisa dar recursos e fiscalizar" os Estados. Sete Estados apresentam hoje planos para controlar a aftosa nas fronteiras com Paraguai, Argentina e Bolívia. (MZ)
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