Termina sexta-feira o prazo para os agricultores do Nordeste, do norte de Minas e do Espírito Santo renegociarem as dívidas antigas. No Piauí a maioria já procurou os bancos.
Renegociação de dívidas
Redação (27/03/07) – Gerentes dos bancos estão visitando os sindicatos de trabalhadores rurais. Eles tiram as dúvidas dos agricultores sobre a renegociação das dívidas. “O produtor rural tem muitas dúvidas e com essas reuniões o produtor ficaria mais informado das reais condições dessa lei”, diz o gerente Paulo Roberto Gomes.
A lei 11.322, sancionada pelo presidente Lula em setembro do ano passado, beneficia trabalhadores rurais e pescadores que contraíram financiamento inferior a R$ 100 mil. Isso vale para as dívidas feitas até o dia 15 de janeiro de 2001.
De acordo com a lei, o débito pode ser parcelado em até dez anos com dois de carência. Os juros são fixos: 3% ao ano.
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O agricultor Luís dos Santos tomou empresta do R$ 6 mil para investir na criação de gado, mas por causa da seca o pequeno rebanho não prosperou e faltou dinheiro para pagar o financiamento. “Se depender do gado eu passo fome. Leva mais de dois anos para uma vaca dar um bezerro, e aí é perder tempo”, diz.
No Piauí, 18.420 pequenos agricultores têm dívidas junto ao Banco do Nordeste, mas 73% já compareceram para renegociar o débito.
O Ministério da Fazenda estima que 500 mil agricultores tenham direito ao benefício.





















