Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,27 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 146,69 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 152,41 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,48 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,02 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 129,09 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 131,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 141,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 143,17 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 121,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,27 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,33 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
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Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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As aves silvestres disseminarão a gripe aviária?

Artigo analisa se as aves que estão de passagem numa região, ou não são, transmissoras de vírus?

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Redação (01/12/06) – No dia 31 de agosto de 2005, a Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO), das Nações Unidas, lançou um alerta: O mortal vírus da gripe aviária poderá ser propagado por aves silvestres, aos paises do Oriente Médio, Europa, Sul da Ásia e África. As aves migratórias provenientes da Sibéria, onde o vírus H5N1 foi recentemente detectado, poderão transporta-los para as regiões do mar Cáspio e Mar Negro. Daí o vírus atingiria a Europa Central.

A FAO se diz também: preocupada pelo fato de que os países pobres do sudeste da Europa, onde as aves migratórias se misturam às que provêm do Norte da Europa, seriam incapazes de detectar e gerenciar eventuais surtos da gripe aviária.

Alguns países de pecuária desenvolvida afirmam que o risco de contaminação de criações domésticas por aves selvagens é fraco (criação zootécnica de frangos e galinhas) a moderado para aves criadas soltas, no sistema caipira; e desconhecido para aves como galinha d Angola, perus, avestruz.

Afinal, as aves que estão de passagem numa região são, ou não são, transmissoras de vírus? Um mapa das grandes vias migratórias da avifauna trazem algumas luzes.

A Europa ocidental é atravessada por um eixo migratório que vai do oeste da Sibéria à Escandinávia, se dirigindo para o sudoeste, e chega à África. É esta a rota seguida por várias espécies de patos e gansos, provenientes da parte ocidental da Sibéria. Algumas espécies chegam até o estreito de Gibraltar. Os fluxos de aves migratórias da Sibéria oriental, China e Mongólia, se dirigem para a Oceania, Sudeste da Ásia e Índia. Os provenientes da Sibéria ocidental se dirigem principalmente para o Mar Cáspio, península arábica, Sinai, Etiópia e África em geral.

O perigo consiste em que a epizootia amplie seu território em direção ao norte e oeste da Ásia. Neste caso, o risco de aves migratórias contaminadas atingirem a Europa ocidental seria ampliado. O que mais se teme, entretanto, é que ocorra uma introdução indireta do virus, a partir da África. É que várias espécies, nidificando na Europa, passam o inverno na África. Ali elas podem conviver com aves provenientes do Leste Europeu, Rússia e Ásia, portadoras do vírus. É o caso de aves como as andorinhas e algumas aves aquáticas. Retornando ao Velho Continente, elas podem levar consigo o vírus.

Alguns estudos sobre a biologia das populações já comprovaram que aves rastreadas desde o Mali (África) podem ser encontradas na Sibéria, a 10000 quilômetros de distância. Falta comprovar que aves portadoras de vírus altamente patogênicos possam percorrer tão longas distâncias. De qualquer forma, o vírus da gripe aviária parece ser uma variante doméstica, não selvagem. Assim, as aves selvagens não seriam as culpadas, mas as vítimas do vírus humano, segundo o Veterinário francês Michel Gauthier-Clerc (Le Monde).

Muitos pesquisadores têm a mesma opinião. A propagação via aves selvagens seria meras conjecturas, sem nenhum valor científico. Mas podem desencadear a sua diabolização, que prejudicaria os esforços de proteção de algumas espécies selvagens. Seria inútil e precipitado abater milhões destes animais, diz o Veterinário coreano Nial Moore, presidente do Birds Korea (Le Monde). De qualquer forma, o mais aconselhável é manter as espécies selvagens longe das domésticas.

Sabendo que o Brasil está relativamente bem protegido quanto à rota das aves migratórias até agora estudadas, quais seriam os riscos para a Avicultura nacional? E quanto às aves que veraneiam no Brasil, estarão elas livres de todo risco?

A avicultura é a atividade pecuária mais importante do país. As rotas migratórias, são pouco conhecidas em detalhes dos pesquisadores brasileiros. A proibição do Ibama quanto à criação de aves selvagens, agora se revelam positivas, tendo evitado a promiscuidade aves selvagens-domésticas-homem. Quais são as estratégias que o Governo brasileiro estabelecerá, para enfrentar este real risco?

O fato é que a criação industrial de animais, que explodiu na década de 1950, tem apresentado sérias ameaças aos animais e ao homem: doença da vaca louca; gripe aviária e outras. A atividade zootécnica conduzida sem respeito à biologia e à ecologia pode tornar a criação industrial perigosa para todos. Tanto do ponto de vista econômico-social, quanto sanitário.

Como o Brasil é limitado ao norte pela Amazônia, a leste, sul e oeste por grandes oceanos e cadeias de montanhas que nos isolam sanitariamente; ecomo não há fluxos migratórios de aves das regiões contaminadas para cá, dificilmente esta doença chegará na América do Sul.

Mas quem é que pode garantir que este vírus já não existe no Brasil?

Autor: Tadeu Cotta é Veterinário e Professor de Avicultura (UFLA) e Docteur Physiologie, Biologie des Organismes et Populations (France).

Artigo tirado do site: www.agrolink.com.br

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