Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,53 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 154,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 159,94 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 8,36 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,88 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,18 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,47 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,36 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,33 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,95 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,33 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.553,71 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.454,52 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,12 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 161,54 / cx
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No oeste da Bahia, chuvas estimulam plantio de milho

No pólo agrícola do oeste baiano, as chuvas acima da média ocorridas neste mês levaram alguns produtores a antecipar o plantio de milho.

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Redação (27/10/06) – A área ocupada pela cultura deverá ter um pequeno acréscimo em comparação com a última safra. A área de soja, principal produto da região, permanecerá a mesma, e a de algodão terá o avanço mais significativo.

Segundo o primeiro levantamento sobre a nova safra feito pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), a área ocupada pela soja manterá os 870 mil hectares e o milho passará de 130 mil para 136 mil hectares. O algodão avançará dos 214 mil hectares plantados no último ciclo para 250 mil. A pesquisa da entidade foi concluída na quarta-feira e deverá ser publicada na próxima semana.

Usualmente, o milho é plantado no fim de outubro, mas foi antecipado para aproveitar melhores condições de umidade do solo, que pontencializam a ação de herbicidas e melhoram a circulação de seiva na planta, afirma Sérgio Pitt, vice-presidente da Aiba.

A média registrada nos meses de outubro na região é de precipitações que somam entre 70 e 80 milímetros. Em outubro deste ano, o volume chegou a 300 milímetros. Se, em princípio, as chuvas podem ajudar no desenvolvimento inicial da área de milho, elas também geram especulações pessimistas sobre o que pode acontecer no restante da safra. “Não é normal chover tanto assim em outubro. A tendência agora é de o tempo abrir, e já tem gente pensando se não vai faltar chuva lá na frente”, afirma.

A desconfiança com as condições climáticas no oeste da Bahia ocorre após a série de reveses da última safra. No mesmo ciclo, os produtores da região enfrentaram seca e chuvas em demasia. Em janeiro, nos pontos em que foi mais severa, a estiagem estendeu-se por 37 dias. Depois, de março a abril, o excesso de chuvas atrasou a colheita da soja e afetou o baixeiro do algodão, parte da planta onde ficam as primeiras plumas aptas à colheita.

“O próximo ano vai ser um pouco complicado porque terá ação do El Nio. [O fenômeno] não chega a atingir a região diretamente, mas sempre tem alguma influência. Podemos ter um veranico, uma estiagem em janeiro”, diz o agrônomo Rafael Gatti Perez, da Plasteca, empresa que presta consultoria técnica a agricultores do oeste da Bahia. Somados, os clientes da empresa têm 80 mil hectares plantados.

O cenário de preço desfavorável da soja levará parte dos produtores a financiar o plantio do grão com os recursos originados do algodão, diz Sérgio Pitt, da Aiba, o que explica, em parte, o aumento da área ocupada pela oleaginosa. “Em geral, quem está com algodão está um pouco mais estruturado”, argumenta. “E, ao contrário do que ocorre com a soja, no algodão se consegue alavancar recursos com contratos no mercado futuro”.

A expectativa dos agricultores do oeste baiano é de que a taxa de câmbio fique situada entre R$ 2,15 e R$ 2,20 por dólar em meados de abril, época da colheita. Para o fim de 2007, a projeção é que alcance R$ 2,25, em média. “Mas o ideal seria o dólar a R$ 2,45. Nesse patamar, nós andamos bem”, diz Pitt.

 

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