Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Subsídios americanos subirão 19,5% este ano, afirma o presidente do Ícone

Os EUA concederão US$ 16,7 bilhões em subsídios para as culturas de milho, algodão, trigo, soja e arroz em 2006.

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Redação (13/09/06)- Os EUA concederão US$ 16,7 bilhões em subsídios para as culturas de milho, algodão, trigo, soja e arroz em 2006, revelou ontem ao Valor o presidente do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), Marcos Jank, durante reunião plenária do Comitê Consultivo Internacional do Algodão (ICAC, em inglês), em Goiânia. Os gastos significam aumento de 19,5% nos subsídios das cinco commodities na comparação com os US$ 14 bilhões efetivamente desembolsados em 2005.

O levantamento, baseado nos dados ainda inéditos do governo dos EUA, indica que os produtores de milho terão US$ 8,6 bilhões em pagamentos contra-cíclicos. Os pagamentos às lavouras de algodão, recentes alvos de contestação do Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC), devem chegar a US$ 3,6 bilhões. Os subsídios ao trigo somarão US$ 3 bilhões, à soja US$ 1 bilhão e ao arroz US$ 530 milhões. “O nível elevado de subsídios dificulta demais a vida dos produtores brasileiros”, diz Jank. O volume de pagamentos representa 89% do valor bruto da produção das cinco commodities.

A estratégia brasileira para evitar o crescimento desses pagamentos distorcivos inclui a limitação dos subsídios por modalidades (caixas) e por produtos. “É preciso evitar que a caixa azul, ainda em construção, se torne depositária dos efeitos distorcivos da caixa amarela”, diz Jank. O Itamaraty quer impedir a migração de subsídios do milho e dos lácteos para outros produtos, como a soja. “Temos que fechar as torneiras”, avalia o chefe da Divisão de Agricultura e Produtos de Base, Flávio Damico.

Estudo inédito de David Sumner, que assessora o Brasil na disputa contra os EUA, mostra que o fim dos subsídios americanos à exportação de algodão, concedidos entre 1999 e 2000, teria provocado alta de 11% nos preços internacionais da commodity. Além disso, a produção nos EUA teria recuado 26% e as exportações, 41%.

A preocupação dos produtores é maior em razão da “má vontade” mostrada pelos EUA na reforma do seu sistema de pagamento ao algodão, condenado pela OMC em 2004. O Brasil ameaça retaliar o país em US$ 4 bilhões pelo não cumprimento da eliminação total dos subsídios ao algodão. Os EUA acabaram só com programa de subsídios à exportação batizado “Step 2”. O Itamaraty espera a abertura do painel de avaliação sobre o cumprimento da decisão da OMC. O resultado deve sair em 90 dias a partir de 28 de setembro.

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