Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,18 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,14 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 154,91 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,33 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,43 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,49 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,60 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,62 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,40 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.560,92 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.455,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,63 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
Destaque Todas Páginas

Dejetos de suínos

Pesquisa estuda microorganismos para diminuir poluição.

Compartilhar essa notícia

Redação SI (16/05/06)- A Embrapa Suínos e Aves (Concórdia-SC), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária-Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, está estudando o uso de microorganismos para diminuir a poluição provocada pelos dejetos acumulados nas propriedades que produzem suínos. A iniciativa faz parte de uma rede internacional de pesquisa, que integra pesquisadores do Brasil, Estados Unidos, Europa e Japão. No final do estudo, queremos desenvolver um sistema que retire nitrogênio dos resíduos, diminuindo o impacto ambiental provocado no solo pelas sucessivas disposições de dejetos, explicou o pesquisador Airton kunz.

Há algum tempo que os pesquisadores alertam que não basta apenas armazenar os dejetos em esterqueiras e depois aplicá-los no solo como um adubo orgânico. Em regiões com grande produção de suínos, há muito mais resíduos do que solo disponível para recebê-los. Isso faz com que seja colocado dejeto em excesso na terra, situação que interfere negativamente nas características químicas, físicas e biológicas do solo. No caso do excesso de nitrogênio, o principal perigo é a sua transformação em nitrato, que acaba nas fontes de água e faz com que elas fiquem impróprias para o consumo humano e animal.

Os microorganismos que removem o nitrogênio dos dejetos animais estão presentes no meio ambiente e foram descobertos por pesquisadores holandeses em 1996. As experiências sobre o assunto mostraram também que os microorganismos somente se alimentam de nitrogênio em condições muito restritas. Nosso desafio é reproduzir essas condições em laboratório, compreendê-las inteiramente e replicá-las de uma maneira aplicável aos sistemas de produção de suínos, disse Aírton Kunz. Além dos dejetos de suínos, o uso de microorganismo na remoção de nitrogênio dos resíduos da produção poderá servir a produções de bovinos e aves.

Nos laboratórios da Embrapa Suínos e Aves estão sendo testadas neste momento as condições ideais para a reprodução dos microorganismos. Os resultados obtidos nos laboratórios espalhados pelo mundo que participam do projeto são trocados entre os pesquisadores e ajudam a tornar mais rápido e eficiente o processo de compreensão de como os microorganismo podem ajudar a diminuir o impacto ambiental dos dejetos suínos. De acordo com o pesquisador Airton Kunz, não dá para se fazer uma previsão exata de quando será possível colocar à disposição dos suinocultores equipamentos que utilizem os microorganismos. Mas de antemão é possível dizer que essa alternativa auxiliará principalmente as propriedades ou regiões que concentram grande número de animais, completou o pesquisador.

Assuntos Relacionados
Embrapasuinos
Mais lidas

Relacionados

SI – edição 331
AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329