Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,24 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 147,24 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 151,92 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,39 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,94 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,02 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 131,88 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 146,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 124,16 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 136,13 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,50 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.560,67 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 140,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 150,47 / cx
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Embrapa estuda uso de microorganismos para diminuir poluição provocada por dejetos

A pesquisa faz parte de uma rede internacional de pesquisa.

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Redação (11/05/06) A Embrapa Suínos e Aves, empresa de pesquisa agropecuária vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), está estudando o uso de microorganismos para diminuir a poluição provocada pelos dejetos acumulados nas propriedades que produzem suínos. A iniciativa faz parte de uma rede internacional de pesquisa, que integra pesquisadores do Brasil, Estados Unidos, Europa e Japão. “No final do estudo, queremos desenvolver um sistema que retire nitrogênio dos resíduos, diminuindo o impacto ambiental provocado no solo pelas sucessivas disposições de dejetos”, explicou o pesquisador Airton kunz.

Há algum tempo que os pesquisadores alertam que não basta apenas armazenar os dejetos em esterqueiras e depois aplicá-los no solo como um adubo orgânico. Em regiões com grande produção de suínos, há muito mais resíduos do que solo disponível para recebê-los. Isso faz com que seja colocado dejeto em excesso na terra, situação que interfere negativamente nas  características químicas, físicas e biológicas do solo. No caso do excesso de nitrogênio, o principal perigo é a sua transformação em nitrato, que acaba nas fontes de água e faz com que elas fiquem impróprias para o consumo humano e animal.

Os microorganismos que removem o nitrogênio dos dejetos animais estão presentes no meio ambiente e foram descobertos por pesquisadores holandeses em 1996. As experiências sobre o assunto mostraram também que os microorganismos somente se alimentam de nitrogênio em condições muito restritas. “Nosso desafio é reproduzir essas condições em laboratório, compreendê-las inteiramente e replicá-las de uma maneira aplicável aos sistemas de produção de suínos”, disse Aírton Kunz. Além dos dejetos de suínos, o uso de microorganismo na remoção de nitrogênio dos resíduos da produção poderá servir a produções de bovinos e aves.

Nos laboratórios da Embrapa Suínos e Aves estão sendo testadas neste momento as condições ideais para a reprodução dos microorganismos. Os resultados obtidos nos laboratórios espalhados pelo mundo que participam do projeto são trocados entre os pesquisadores e ajudam a tornar mais rápido e eficiente o processo de compreensão de como os microorganismo podem ajudar a diminuir o impacto ambiental dos dejetos suínos. De acordo com o pesquisador Airton Kunz, não dá para se fazer uma previsão exata de quando será possível colocar à disposição dos suinocultores equipamentos que utilizem os microorganismos. “Mas de antemão é possível dizer que essa alternativa auxiliará principalmente as propriedades ou regiões que concentram grande número de animais”, completou o pesquisador.

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