Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,26 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 149,89 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 158,09 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,62 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,11 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,29 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,53 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,49 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,95 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.551,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.451,52 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Sistemas de produção e eficiência produtiva

Sistemas de produção em ciclo completo, dois, três e múltiplos sítios. Vantagens e desvantagens, foi o tema da palestra apresentada pelo Gerente de Suínos da FrangoSul na AveSui 2006.

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Sistemas de produção e eficiência produtiva

Redação (27/04/06) – Qual o melhor sistema para a produção de suínos? Qual a influência do sistema de produção nos resultados zootécnicos e econômicos de uma propriedade suinícola? O sistema de produção tem mais peso que o modelo de gestão na rentabilidade final de uma propriedade suinícola? Essas e outras perguntas foram respondidas pelo médico veterinário e Gerente de Suínos da Doux-FrangoSul, Everson Alceu Vargas, em palestra, proferida agora a pouco no V Seminário Internacional de Aves e Suínos, que está sendo realizado na AveSui 2006.

Segundo Vargas, o sistema de produção, independente de qual for, por si só não assegura a eficiência na produção de suínos, seja no que se refere aos aspectos produtivos dos animais (índices zootécnicos), seja na rentabilidade da atividade. “O que se pode afirmar é que alguns sistemas apresentam vantagens que irão influenciar os resultados sob ambas as óticas, tanto na produtividade como nos resultados econômicos”, afirma o gerente de suínos da Frangosul. Durante sua apresentação, Vargas explicou o funcionamento dos quatro sistemas de produção suinícola utilizados no Brasil, destacando as vantagens e desvantagens de cada um deles.

Sistemas de produção – O especialista definiu o sistema de ciclo completo como sendo aquele em que todas as etapas de criação – do recebimento das leitoas até a saída dos animais para o abate – são realizadas em um mesmo local. “Esse tipo de sistema tem como grandes vantagens a concentração da mão-de-obra e o menor custo de frete dos animais”, afirma. “Já a grande desvantagem desse tipo de sistema de produção está relacionada à condição sanitária do rebanho”, completa Vargas.

Já o sistema em dois sítios, explica o especialista, é aquele em que se tem dois locais de produção independentes. “No primeiro sítio ficam alojados as matrizes e os leitões até a fase de creche e no segundo sítio os animais em recria e engorda”, explica Vargas. De acordo com ele, esse sistema possibilita uma maior eficiência nos aspectos relacionados à biosseguridade dos animais, proporcionando, consequentemente, uma melhor condição sanitária ao plantel. As desvantagens do sistema de dois sítios, segundo o especialista, estariam na necessidade de manutenção de duas estruturas administrativas e no maior custo com transferência de animais.

A exemplo do anterior, o sistema de três sítios, explica Vargas, tem-se a produção em três locais independentes.  “No primeiro sítio ficam alojadas somente as matrizes, no segundo sítio fica a fase de creche e no terceiro sítio as fases de recria e engorda”, afirma o gerente de suínos da Frangosul. Segundo Vargas, os benefícios sanitários observados neste sistema de produção são bem maiores do que aqueles verificados no sistema de dois sítios. Outra vantagem, destaca o especialista, é a especialização da mão-de-obra. Já as desvantagens do sistema de três sítios, comenta o especialista, são muito semelhantes as do sistema de dois sítios, ou seja, manutenção de estruturas independentes e custo com o frete dos animais.  Vargas destacou ainda uma segunda modalidade do sistema de três sítios: o chamado sistema de “Múltiplos Sítios”. Nesse tipo de sistema todas as creches são independentes, assim como as unidades de recria e terminação. Em ambas, o alojamento é semanal. 

Por fim, Vargas definiu o sistema de produção em quatro sítios.
Segundo ele, trata-se de um sistema pouco conhecido pelos suinocultores brasileiros e no qual, por extensão,  os produtores ainda não têm experiência prática. De acordo com o especialista, esse sistema é derivado do sistema de três sítios, com a significativa diferença de que nele as leitoas não são alojadas diretamente no sítio 1. “As leitoas são alojados aos 150 dias de idade no 4 sítio onde permanecem até a confirmação da cobertura, em torno de 35-42 dias de gestação, para só então serem transferidas para o sítio 1”, explica Vargas. Segundo ele, a grande vantagem deste sistema está relacionada à sanidade do rebanho e também à especialização da mão-de-obra, resultando em aumento da produtividade.

Apresentadas todas as características, vantagens e desvantagens de cada um dos quatro sistemas suinícolas de produção, Vargas afirmou que não é o sistema de produção que determina o sucesso ou o fracasso de um empreendimento suinícola. Segundo ele, o grande diferencial está na forma de gestão adotada pelo produtor. “O gerenciamento das pessoas, que são o alicerce da produção de suínos, bem como o correto gerenciamento da produtividade e dos recursos financeiros é que são os fatores determinantes da sobrevivência na atividade”, observa Vargas. 

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