Variante identificada na região de Flandres provoca alterações oculares e dermatológicas em leitões, mas apresenta evolução leve e não fatal
Parvovírus de raposa é detectado pela primeira vez em suínos na Bélgica

A Animal Health Care Flanders (DGZ) confirmou a primeira detecção do parvovírus de raposa em um leitão na região de Flandres, na Bélgica. A variante, que vinha sendo monitorada com frequência crescente nos Países Baixos desde o final de 2024, causa sinais clínicos bastante visíveis na suinocultura, especialmente no lote de creche e engorda.
O vírus foi identificado por meio da tecnologia de sequenciamento PathoSense em uma amostra de baço colhida durante a necropsia de um leitão encaminhado à DGZ, após veterinários locais relatarem aumento de casos com sintomas atípicos.
Sintomas e Manifestação Clínica
O parvovírus de raposa é geneticamente aparentado a um vírus identificado anteriormente em fezes de raposas nos Países Baixos. Embora atinja prioritariamente leitões, médicos-veterinários têm registrado a presença da infecção também em suínos de engorda.
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Os principais sinais clínicos observados em campo incluem:
Alterações oculares: Olhos proeminentes ou salientes (exoftalmia) e estrabismo;
Sinais dermatológicos: Vermelhidão na pele e perda de pelos;
Desempenho: Perda de condição corporal e do ganho de peso diário.
Apesar da gravidade aparente dos sintomas visuais, os estudos apontam que a infecção costuma ser leve, não provoca a morte dos animais e desaparece espontaneamente após poucas semanas. Contudo, o sintoma dos olhos salientes pode persistir por pelo menos quatro semanas.
🇳🇱 Avanço Regional e Alerta Sanitário
O surgimento do caso belga acende o alerta para a disseminação da variante pela Europa ocidental. Segundo dados do Serviço de Saúde Animal dos Países Baixos (GD):
Prevalência nos Países Baixos: Os sintomas característicos do vírus foram observados em pelo menos 80% do rebanho suíno neerlandês ao longo do último ano.
Monitoramento em Flandres: A DGZ reforçou a orientação para que produtores e médicos-veterinários relatem casos suspeitos de perda de condição corporal acompanhada de alterações oculares para mapear a extensão da circulação viral na Bélgica.
Fonte: DGZ























