Após o presidente da república afirmar sobre a retomada dos financiamentos internacionais, banco anunciou o corte de 9 linhas de crédito rural
Congresso quer dificultar financiamentos internacionais do BNDES

Parlamentares já apresentaram 12 projetos para regulamentar ou proibir o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de fazer empréstimos para obras no exterior, política que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, disseram que será retomada.
O presidente da república anunciou que o primeiro investimento será na Argentina no valor de cerca de US$ 600 milhões, para a construção de um gasoduto. Entre 2003 e 20016, durante os governos de Lula e Dilma foram financiadas cerca de 80 obras no exterior, destinando mais de US$ 10 bilhões a 13 países.
Um dos projetos apresentados é do deputado Pedro Lupion, atual presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária. Lupion afirmou que essa perspectiva causa apreensão diante do histórico de inadimplência envolvendo essas operações de crédito. O deputado lembrou que os calotes foram cobertos pelo Fundo de Garantia à Exportação (FGE), vinculado ao Ministério da Fazenda.
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Cortes no crédito rural
Duas semanas após o presidente Lula anunciar a retomada do crédito internacional, o BNDES suspendeu nove linhas para financiamento agrícola. No dia primeiro de fevereiro o banco havia anunciado a reabertura de pedidos de financiamento
Em nota oficial a FPA disse que há um desencontro de informações, visto que o o Banco declarou que a reabertura ocorrida no dia 1º de fevereiro era de saldos remanescentes destas linhas, em desacordo com o que diz a Secom em sua nota, ao declarar que os R$2,9 bilhões são fruto de recursos adicionais. “O BNDES alega falta de recursos disponíveis, um dia depois de anunciar um aporte de R$2,9 bilhões, mas não apresenta informações, de forma pública, de quanto já foi utilizado deste crédito relativo ao Plano Safra 2022/2023. Algumas dessas linhas haviam sido suspensas ainda em 2022, e foram retomadas no dia 1º de fevereiro de 2023, segundo comunicado do Banco ao jornal Valor Econômico”, afirma a nota
Em razão das informações incongruentes a deputada Júlia Zanatta ingressou com Requerimento de Informação na Câmara dos Deputados para que os dados sejam apresentados à população para esclarecimento.





















