A análise estimou que a receita líquida chegou a R$ 101,8 bilhões no segundo mês do ano
Ipea estima déficit primário de R$ 41,6 bilhões nas contas do governo central em fevereiro

Na terça-feira (14/03), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou uma estimativa preliminar indicando um déficit primário de R$ 41,6 bilhões nas contas do governo central em fevereiro deste ano.
A análise estimou que a receita líquida chegou a R$ 101,8 bilhões no segundo mês do ano, com um decréscimo em termos reais de 17,5% quando comparado a fevereiro de 2022, ao passo que a despesa totalizou R$ 143,5 bilhões, redução de 1,1% na mesma base de comparação.
O superávit primário acumulado em doze meses até fevereiro ficou em R$ 37,3 bilhões em valores desse mês, em comparação com um superávit de R$ 60,4 bilhões no mesmo período do ano anterior.
Leia também no Agrimídia:
- •Síndromes Respiratórias em Suínos: enfoque em Saúde Única na Suinocultura Industrial de Fevereiro
- •Influenza Aviária é confirmada em aves silvestres no Rio Grande do Sul
- •Saúde Única avança como eixo estratégico para a resiliência do planeta no Anuário Avicultura Industrial de 2026
- •Exportação de carne de frango pode ser afetada por tensão no Oriente Médio
Os dados são da execução orçamentária registrada no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) do governo federal, obtidos por meio do Tesouro Gerencial, e fornecem boa aproximação com os dados oficiais relativos ao resultado primário a ser divulgado posteriormente pela Secretaria do Tesouro Nacional.
A receita total apresentou um decréscimo real de 12,2% em fevereiro, na comparação com o mesmo mês de 2022. A queda foi impactada pelas receitas não administradas pela Receita Federal do Brasil (RFB), que tiveram redução, em termos reais, de 56,8%.
Enquanto a arrecadação das receitas do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) cresceu 3,9%, as receitas administradas pela RFB apresentaram queda de 5,1%. Além disso, as transferências legais e constitucionais a entes subnacionais registraram um aumento de 0,7%.
Cabe mencionar que as transferências são deduzidas da receita total para se obter a receita líquida, com isso, a receita líquida de transferências caiu 17,5%.
Também em fevereiro foi registrada uma queda real de 1,1% na despesa total, ante o mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, a despesa total cresceu 2,4% em relação ao mesmo período de 2022, com destaque para a expansão das despesas com a previdência, no valor de R$ 6,6 bilhões (5,4%), e das despesas sujeitas à programação financeira, no valor de R$ 14,3 bilhões (30,3%).
Os aumentos nesses itens foram parcialmente compensados pelas reduções de R$ 1,2 bilhão nas despesas com pessoal (-2,1%) e de R$ 13,1 bilhões nas outras despesas obrigatórias (-23,9%), na mesma base de comparação.
Em relação às receitas administradas pela RFB, em fevereiro houve um decréscimo real de arrecadação de R$ 5,1 bilhões (-5,1%) frente ao mesmo mês do ano passado, impactado, principalmente, pelas reduções de R$ 2,6 bilhões (-39,6%) no IPI, R$ 23 milhões (-0,5%) no IOF, R$ 2,5 bilhões (-11,4%) na Cofins e R$ 1,1 bilhão (-16,5%) no PIS/Pasep.
Essas quedas foram parcialmente compensadas pelos aumentos de arrecadação de R$ 2,2 bilhões (4,9%) no Imposto de Renda e de R$ 1,3 bilhão (13,8%) na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).





















